Internacional
Mídia: mais de 140 moderadores do Facebook no Quênia foram diagnosticados com doenças mentais
O caso destaca o impacto significativo na saúde mental dos moderadores de conteúdo e levanta preocupações sobre as condições de trabalho e o tratamento ético no setor de mídia social, observou a reportagem.
De acordo com um jornal do Reino Unido, um processo contra a empresa controladora do Facebook, a Meta (proibida na Rússia por atividades consideradas extremistas), e contra a Samasource Kenya, que terceirizou a moderação de conteúdo para a Meta usando trabalhadores africanos, alega que 144 moderadores de conteúdo do Facebook no Quênia desenvolveram transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e transtorno depressivo maior (TDM) devido ao conteúdo em que são expostos, incluindo assassinatos, suicídios e abuso sexual infantil.
A reportagem conta que os moderadores, trabalhando em um ambiente exigente e pagos significativamente menos do que seus colegas dos EUA, passaram por traumas intensos que levaram ao abuso de álcool e drogas, rompimentos de relacionamentos e até começaram a temer pela própria segurança.
"A evidência é indiscutível: moderar o Facebook é um trabalho perigoso que inflige TEPT ao longo da vida em quase todos que o moderam", disse Martha Dark, chefe de uma organização sem fins lucrativos sediada no Reino Unido que apoiou o processo judicial.
Por Sputinik Brasil
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