Internacional
Naufrágio de barco de imigrantes no Canal da Mancha deixa ao menos 12 mortos
Autoridades marítimas francesas informaram que 65 pessoas foram resgatadas do mar após a embarcação enfrentar dificuldades não especificadas
Ao menos 12 migrantes morreram nesta terça-feira em um naufrágio enquanto tentavam atravessar clandestinamente o Canal da Mancha da França para a costa inglesa, indicaram autoridades francesas. O naufrágio ocorreu perto da cidade francesa de Boulogne-sur-Mer. Um navio fretado pelo Estado avistou a embarcação em dificuldades com mais de 60 pessoas a bordo, disse à AFP o tenente Étienne Baggio.
Um recorde para o período: Mais de 10 mil migrantes cruzaram o Canal da Mancha desde o início do ano
Travessia: Reino Unido vai negar asilo para migrantes que cruzarem ilegalmente Canal da Mancha
Quando o barco quebrou, o navio seguiu em seu resgate. Um primeiro balanço "provisório" da administração marítima reportou cinco mortes, antes da atualização, embora, segundo várias fontes, o número possa aumentar para 13, incluindo três crianças. Embarcações militares, pesqueiras e helicópteros dos bombeiros e da Marinha, entre outros, foram mobilizados, disse Baggio.
As travessias de migrantes em barcos precários são frequentes nesta época do ano, final do verão na Europa. Seu objetivo é chegar ao Reino Unido, mas muitas vezes não conseguem. Até este naufrágio, o mais mortal de 2024, 25 pessoas já perderam a vida desde o início do ano, superando em muito as 12 mortes de 2023.
Desde o início de 2024, 21.615 migrantes fizeram esta perigosa viagem, segundo dados oficiais britânicos. Ao chegar ao poder, em julho, o novo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, do Partido Trabalhista, prometeu acelerar os pedidos de asilo e reforçar as fronteiras e o combate aos traficantes de pessoas.
Entenda: Aumento da imigração depois da pandemia alimenta tensões entre países europeus
O assassinato de três meninas em 29 de julho desencadeou violentos tumultos da extrema direita no Reino Unido, em meio a rumores parcialmente desmentidos que descreviam o suspeito do ataque como um requerente de asilo muçulmano.
Na semana passada, o governo britânico prometeu aumentar significativamente a deportação de migrantes com pedidos de asilo recusados e de pessoas que permanecem ilegalmente.
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