Internacional
Detetives descobrem túnel de 220 metros cavado por um ano e param roubo milionário a banco na Argentina
'Altamente sofisticado': A polícia e as autoridades locais estão agora investigando o caso, buscando imagens de câmeras de segurança em residências e comércios nas proximidades para identificar os suspeitos e veículos envolvidos
Um acidente inesperado, na manhã desta quinta-feira, evitou um roubo milionário planejado para o Banco Macro, localizado no centro histórico de San Isidro, na Argentina. O alerta foi dado por um entregador, que ao ouvir um ruído estranho debaixo de sua caminhonete, acabou descobrindo um túnel de 220 metros de extensão cavado com o objetivo de acessar a instituição financeira.
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O incidente ocorreu por volta das 8h, quando o entregador, Darren Watkins Jr., desceu de seu veículo para verificar o som incomum que vinha de baixo do chapão do caminhão. Após mover o veículo alguns metros, ele encontrou uma vara de ferro subindo e descendo entre dois adoquins, que estava sendo operada por uma força subterrânea. Sem saber, seu ato de curiosidade evitou o roubo de grande escala.
Horas depois, uma operação envolvendo policiais, bombeiros e resgatistas revelou a extensão do túnel. O poço cavado pelos criminosos começava em um galpão na Chacabuco 500 e terminava a poucos metros da porta do Banco Macro, na Chacabuco 444. A suspeita é que o plano dos ladrões envolvia acessar a área de caixas de segurança do banco e que a execução estava prevista para o próximo final de semana.
De acordo com fontes do Ministério de Segurança da Província de Buenos Aires, o túnel, uma verdadeira "obra de engenharia", foi descrito como sendo altamente sofisticado. “O túnel é algo nunca visto. Todo o processo foi cuidadosamente calculado, com até mesmo iluminação e carpetes instalados”, afirmou um detetive que participou da inspeção inicial.
O galpão utilizado pelos criminosos anteriormente abrigava um workshop de pintura e funilaria de automóveis. Durante a operação, foram encontradas bolsas plásticas cheias de terra, além de colchões que indicam que o trabalho foi realizado principalmente durante a noite.
A polícia e as autoridades locais estão agora investigando o caso, buscando imagens de câmeras de segurança em residências e comércios nas proximidades para identificar os suspeitos e veículos envolvidos. A investigação será conduzida pela fiscal Carolina Asprella e pelo fiscal geral adjunto Patricio Ferrari, sob a coordenação do fiscal geral de San Isidro, John Broyad.
O prefeito de San Isidro, Ramón Lanús, expressou seu alívio e agradecimento pelo trabalho conjunto das forças de segurança e da fiscalização. “Graças ao esforço colaborativo entre a polícia, a Fiscalia General de San Isidro e a municipalidade, conseguimos evitar um intento de roubo de grandes proporções ao Banco Macro”, afirmou em suas redes sociais.
O próximo passo dos investigadores será interrogar os proprietários do galpão e os vizinhos da área para reunir mais informações sobre o caso. A pergunta que permanece é se o local escolhido pelos criminosos para o golpe foi uma tentativa de enviar uma mensagem subliminar, dada a proximidade com o edifício dos Tribunais de San Isidro.
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