Internacional
Eleição na Venezuela: Candidato da oposição diz que país escolheu 'mudança em paz'
Declaração acontece em meio a mobilizações de seguidores do chavismo e da oposição para celebrar o triunfo de seus candidatos antes de resultados oficiais
Em meio a mobilizações por parte de seguidores do chavismo e da oposição nas ruas de Caracas e outras cidades do país para celebrar o triunfo de seus candidatos antes mesmo da divulgação de resultados oficiais, o opositor Edmundo González Urrutia, principal rival do presidente Nicolás Maduro nas eleições presidenciais deste domingo, disse em sua conta na rede social X (ex-Twitter) que “o país escolheu uma mudança em paz”.
“Os resultados são impossíveis de esconder”, assegurou González Urrutia, em meio a fortes versões de que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) divulgará um triunfo de Maduro no pleito.
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O candidato respondeu, assim, a declarações de autoridades do governo chavista, entre elas o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, que cantou vitória do presidente:
— Podemos dizer, antes mesmos de conhecer os resultados, que o povo da Venezuela se levantou com força e contundência para rejeitar e exigir o fim das sanções criminais contra a Venezuela.
A oposição insiste em dizer que seus dados confirmam um triunfo contundente de González Urrutia. Já o governo chavista já estaria se comunicando com governos estrangeiros para informar que Maduro venceu o pleito.
A comunidade internacional presente em Caracas, representada, entre outros, pelo assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-chanceler Celso Amorim, afirmaram fontes, esperará o anúncio do CNE para se pronunciar.
Mais cedo, Amorim destacou, em nota, a "participação expressiva" do eleitorado e a "tranquilidade" do processo, pedindo respeito ao resultado.
"Estou em contato com diferentes forças políticas e analistas eleitorais, além de membros da equipe de observadores do Centro Carter e do Painel de Especialistas da ONU. O presidente Lula vem sendo informado ao longo do dia. Vamos aguardar os resultados finais e esperamos que sejam respeitados por todos os candidatos", disse o assessor especial do Planalto.
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