Internacional
FBI investiga atentado contra Trump como 'potencial terrorismo doméstico'
Autor dos disparos teria agido sozinho, mas motivação do crime ainda é desconhecida, segundo as autoridades
O atentado a tiros contra o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, na tarde de sábado, está sendo investigado como um possível ato de terrorismo doméstico, segundo informações do FBI. Autoridades acrescentaram que o atirador agiu sozinho e não tinha posicionamento político conhecido.
— Estamos investigando o caso como uma tentativa de assassinato, mas também como um possível ato de terrorismo doméstico — disse Robert Wells, diretor assistente da divisão de contraterrorismo do FBI, aos repórteres durante uma ligação telefônica.
Jovem de 20 anos
Ainda segundo o FBI, Thomas Matthew Crook, de 20 anos, não aparentava ter histórico de doença mental e nunca esteve no radar do departamento como alguém preocupante. Também não apresentava comportamento online ameaçador, nem indicou ter ideologias extremistas em suas postagens e textos que puderam ser analisados até o momento, disseram as autoridades.
— Neste momento, as informações que temos indicam que o atirador agiu sozinho — disse Kevin Rojek, agente do FBI na Pensilvânia, onde ocorreu a tentativa de assassinato no sábado.
O FBI confirmou que a arma utilizada nos disparos era um "fuzil 556 estilo AR" que foi comprado legalmente pelo pai do atirador, mas ainda não está claro se o pai deu a arma ao filho ou se ele a pegou sem permissão. O FBI montou um posto de comando em Pittsburgh, onde investigadores de contraterrorismo e criminais estão trabalhando para determinar o motivo do atirador.
Explosivos no carro
A arma foi localizada na cena do crime, ao lado do corpo de Crooks, morto por atiradores de elite. Seu celular, a arma e um possível dispositivo explosivo encontrado em seu carro foram enviados ao laboratório do FBI em Quantico, Virgínia. As autoridades descreveram o dispositivo como "rudimentar". Segundo Rojek, a família está cooperando com a investigação.
— Ainda estamos conduzindo entrevistas com pessoas que estavam no local, portanto, não temos nenhum tipo de certeza neste momento sobre as ações do atirador imediatamente antes de ele atacar o ex-presidente — acrescentou Rojek.
Sangue no rosto
Com sangue no rosto, Trump foi retirado às pressas do palco por agentes do Serviço Secreto enquanto discursava em um comício eleitoral em Butler, na Pensilvânia, depois que disparos foram ouvidos. Segundo o próprio republicano, ele foi “atingido por uma bala que perfurou a parte superior" de sua orelha direita. Três pessoas foram baleadas. Uma delas morreu e duas estão gravemente feridas.
O procurador-geral, Merrick Garland, e o diretor do FBI, Chris Wray, chamaram o atentado de "ataque à democracia" e desejaram ao ex-presidente uma rápida recuperação.
— [Qualquer tentativa de assassinar um candidato presidencial é] desprezível e não será tolerada neste país — declarou Wray.
Com New York Times e AFP
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