Internacional
América Latina pode impulsionar crescimento em até 0,5% do PIB ao ano reduzindo crime, diz FMI
Estudo recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que o aumento das taxas de homicídio na América Latina reduz significativamente o crescimento econômico, e na região, estima-se que um aumento de 30% nas taxas de homicídio reduza o crescimento em 0,14 ponto porcentual. De acordo com a publicação no blog do FMI, as estimativas mostram que o crime dificulta a acumulação de capital, possivelmente dissuadindo os investidores que temem o roubo e a violência, e diminui a produtividade, uma vez que provavelmente desvia recursos para investimentos menos produtivos, como a segurança doméstica.
"Os benefícios da redução da violência podem ser substanciais. De acordo com o estudo, reduzir o nível de criminalidade na América Latina para a média mundial aumentaria o crescimento econômico anual da região em 0,5 ponto porcentual, cerca de um terço do crescimento da América Latina entre 2017-19", afirma o FMI.
Além disso, confrontar a insegurança onde ela é mais prevalente parece ter as maiores recompensas.
Por exemplo, acabar totalmente o fosso da criminalidade nos países com as taxas de homicídio mais elevadas poderia elevar o crescimento do seu PIB em cerca de 0,8 ponto porcentual, diz o organismo.
"Os governos da América Latina já estão afetando uma parte considerável dos seus recursos à ordem e segurança públicas. Não é de surpreender que os gastos mais elevados ocorram em países com taxas de criminalidade mais elevadas - países como El Salvador e a Jamaica já gastam mais de 2% do seu PIB nesta questão", afirma o FMI.
Mais lidas
-
1TECNOLOGIA MILITAR
Revista americana destaca caças russos de 4ª geração com empuxo vetorado
-
2TECNOLOGIA
Avião russo 'Baikal' faz voo inaugural com motor e hélice produzidos no país
-
3VIDA SILVESTRE
Médico-veterinário registra nascimento e primeiros dias de filhotes de tucanuçu
-
4EQUILÍBRIO MILITAR
EUA manifestam preocupação com avanço da aviação embarcada chinesa
-
5ENERGIA NUCLEAR
Financiamento nuclear do BRICS liderado pelo Brasil pode reequilibrar acesso a tecnologias