Internacional

Coreia do Norte vai pagar o 'preço' se fornecer armas à Rússia, alertam EUA

Washington acredita que o líder norte-coreano tem a intenção de visitar a Rússia para tratar com o presidente Vladimir Putin da venda de armas para Moscou

Agência O Globo - GLOBO 05/09/2023

A Coreia do Norte enfrentará consequências se fornecer à Rússia armamento para a guerra contra a Ucrânia, alertou, nesta terça-feira, um alto funcionário da Casa Branca.

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— Vão pagar um preço por isso na comunidade internacional — disse a jornalistas o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, ao ser consultado durante uma coletiva sobre as "discussões ativas" entre Moscou e Pyongyang sobre entregas de armas.

Washington acredita que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, tem a intenção de visitar a Rússia para tratar com o presidente Vladimir Putin da venda de armas para a guerra contra a Ucrânia.

Na semana passada, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, já havia expressado sua preocupação pelo rápido avanço de negociações sobre futuras entregas de armas, instando o regime comunista a "cessar" essas discussões.

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Sullivan reconheceu, no entanto, que não estava em condições de dizer quais tipos de arma seriam entregues.

— Segue sendo uma questão aberta em relação a que tipo e à qualidade do equipamento que poderia ser entregue — explicou. — Diz muito sobre a Rússia ter de recorrer a um país como a Coreia do Norte para reforçar suas capacidades de defesa.

Concretamente, Pyongyang poderia fornecer munição para artilharia, assim como matérias-primas para a indústria de defesa russa.

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Segundo o The New York Times, Kim viajará a Vladivostok, na costa leste da Rússia, no final deste mês em um trem blindado para se reunir com Putin. De 10 a 13 de setembro, Vladivostok recebe o 8° Fórum Econômico Oriental, organizado pelo Kremlin.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, planeja aproveitar a cúpula de líderes do G20, que ocorrerá na Índia no final de semana, para reafirmar seu apoio à Ucrânia "durante o tempo que for preciso", apontou Sullivan.