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Pais estão menos presentes na criação dos filhos, aponta estudo

Pesquisas revelam divergência nas percepções sobre a paternidade.

Agência Brasil 07/08/2026
Pais estão menos presentes na criação dos filhos, aponta estudo
Estudo revela que a presença dos pais na criação dos filhos é vista como menos significativa atualmente.

Metade dos brasileiros acredita que os pais da atualidade estão menos presentes na criação dos filhos do que os das gerações anteriores. Em contrapartida, oito em cada dez brasileiros consideram alta ou muito alta a importância dos pais na vida dos filhos.

A constatação é de um estudo do Instituto Nexus, que entrevistou 2.013 pessoas de diferentes regiões do país. Um fator que ficou evidente na pesquisa foi a divergência de percepções sobre o papel do pai entre os homens e as mulheres consultadas.

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Entre as mulheres, 56% acreditam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% acham que estão mais presentes. Entre os homens, a percepção é semelhante: 44% consideram que a participação aumentou, enquanto 44% afirmam que diminuiu.

Quanto à importância na paternidade, 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta no desenvolvimento dos filhos, em comparação com 73% das mulheres.

Ao analisar as faixas etárias, observa-se que 82% dos jovens de 16 a 24 anos consideram a presença paterna importante, enquanto esse reconhecimento reduz-se para 62% entre as pessoas com 60 anos ou mais.

O estudo também avaliou a definição prática do que é ser um “bom pai”. Quarenta e nove por cento dos entrevistados consideram “ser presente no dia a dia” a principal característica. Em seguida, obteremos educar/orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).

A presença diária é apontada por 53% das mulheres como o mais relevante para definir um bom pai, superando os 45% registrados entre os homens.

A imposição de limites na educação e orientação é tida como o principal atributo por 21% do público masculino e 17% do feminino.

O convívio paterno no dia a dia é considerado mais importante entre a população de 25 a 40 anos (56%) e de 16 a 24 anos (55%). Os mais velhos tendem a valorizar a educação como característica mais relevante. O índice é superior entre a faixa etária de 41 a 49 anos (24%) e de 60 anos ou mais (26%).

"O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática", avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

"O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa", acrescenta.

* Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior