Geral

Estado de São Paulo confirma 23 casos de sarampo; 16 não se vacinaram

Campanha de vacinação é intensificada nas regiões afetadas

Agência Brasil 07/08/2026
Estado de São Paulo confirma 23 casos de sarampo; 16 não se vacinaram
São Paulo registra 23 casos de sarampo, com 16 pessoas não vacinadas.

O estado de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo, conforme informado a Secretaria da Saúde. Desses, 16 pacientes não apresentaram histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto.

Do total de casos registrados, dois são importados, e os demais estão relacionados a esses casos. Os registros são distribuídos da seguinte forma: dois em São Bernardo, um em Guarulhos e 20 na capital paulista.

A Secretaria Estadual convocou moradores da capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com idades entre 6 meses e 59 anos, para tomarem a vacina contra a doença, independentemente do histórico vacinal, desde que não apresentem contraindicações.

A população dessas áreas deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A vacinação indiscriminada foi imposta devido ao risco de propagação da doença, segundo orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, Prof. Alexandre Vranjac.

Nos demais municípios do estado, a recomendação é intensificar as ações de vacinação, verificando a situação vacinal da população, realizando busca ativa e atualizando as doses em atraso de acordo com a idade e as diretrizes do Calendário Nacional de Vacinação.

Eliminar

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, explica que o sarampo é uma doença extremamente contagiosa, especialmente pela capacidade das partículas virais, decorrentes de tosse, espirro e fala, de permanecerem no ambiente por muito tempo:

“Mesmo depois que o infectado deixa o ambiente, ainda é possível infectar outras pessoas, ou seja, não é necessário um contato próximo para que a transmissão ocorra.”

"Além disso, a transmissão pode ocorrer antes que o indivíduo manifeste os sintomas. Antes de saber que está com sarampo, ele já é um potencial transmissor", completou.

Kfouri, que preside a Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo no Ministério da Saúde, alerta que um caso de infecção pode levar de 16 a 18 casos da doença em pessoas não vacinadas.

O especialista enfatiza que a imunização representou um grande avanço no controle da doença.

"Controlar o sarampo exige ações vigorosas em dois pilares: coberturas vacinais elevadas em toda a população, não apenas nas crianças, sendo ideal acima de 95%. O Brasil ainda não atingiu essa meta; e vigilância em casos suspeitos", disse.

Além da febre e da resistência no corpo, o paciente pode desenvolver complicações graves, como encefalite, pneumonia e amnésia imunológica.

“Após contrair sarampo, muitos indivíduos permaneceram com o sistema imunológico deprimido, facilitando outras infecções”, explicou Kfouri sobre a amnésia imunológica.