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Justiças Eleitoral e do Trabalho lançam campanha contra assédio
Mobilização visa proteger o voto livre e secreto dos trabalhadores.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram nesta quinta-feira (6) uma mobilização nacional conjunta contra o assédio eleitoral de patrões sobre os empregados. 

Com o slogan No meu voto mando eu , a campanha Aliança pelo Voto Livre e Secreto é focada a prevenir e combater atos de colaboradores, superiores e colegas que buscam influenciar o voto livre e secreto de funcionários.
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O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder no ambiente de trabalho para influenciar, constranger ou pressionar trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político.
“É a prática do empregador que gera esse constrangimento e cerceia a liberdade dos trabalhadores quanto à manifestação de pensamento”, explica o procurador Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT , em entrevista à Agência Brasil.
Em muitas situações, patrões ou pessoas em posição de poder envelhecem para induzir o trabalhador a votar em políticas específicas, às vezes com promessas de benefícios ou mesmo com ameaças à continuidade do emprego. A prática é proibida e pode ter consequências judiciais nas esferas trabalhista, eleitoral e, a depender da gravidade, criminal.
Para aderir à Aliança pelo Voto Livre e Secreto basta acessar a página da campanha, baixar os materiais de divulgação e registrar o compromisso com a iniciativa. O conteúdo está disponível para uso gratuito e pode ser personalizado por empresas, órgãos públicos e demais organizações com a inclusão de suas marcas, ampliando o alcance da mobilização.
Além disso, os participantes poderão compartilhar registros de adesão nas redes sociais, marcando o perfil do Tribunal Superior do Trabalho (@tstjus), fortalecendo a mensagem em defesa da democracia e da liberdade de escolha.
Como identificar?
A campanha traz orientações sobre como identificar o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Entre as práticas mais comuns estão:
- ameaças de demissão ou de prejuízos profissionais em razão da opção eleitoral do destinatário;
- promessas de benefícios ou vantagens em troca de apoio político;
- exigência de participação em atos de campanha;
- fiscalização ou cobrança sobre o voto dos trabalhadores;
- intimidações, constrangimentos ou humilhações relacionadas às opções políticas.
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