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Aluguel residencial medido pela FGV sobe 0,66% em julho, após alta de 0,10% em junho

Índice de Variação de Aluguéis Residenciais mostra crescimento acumulado de 5,08% em 12 meses.

Estadao Conteudo 06/08/2026
Aluguel residencial medido pela FGV sobe 0,66% em julho, após alta de 0,10% em junho
Aluguel

O texto publicado anteriormente traz o percentual do IVAR em junho errado no título. A alta foi de 0,10% e não 10% , como havia sido informado. O texto está correto.

Os aluguéis residenciais subiram 0,66% em julho de 2026, depois de terem avançado 0,10% em junho. Os dados são do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) nesta quinta-feira, 6.

Em 12 meses, o índice acumulado de valorização de 5,08% , acelerando ante os 4,46% registrados no encerramento de junho.

"A dinâmica continua sendo explicada principalmente pelos fatores de oferta e demanda. Pelo lado da demanda, os juros ainda elevados mantêm o crédito imobiliário em patamar restritivo. Ao mesmo tempo, os reajustes dos contratos passam a refletir cada vez mais as condições locais de mercado", afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

O IVAR foi criado para medir a evolução mensal dos valores de aluguéis residentes do mercado de imóveis no Brasil, com informações obtidas diretamente de contratos assinados entre locadores e locatários sob intermediação de empresas administradoras de imóveis. Até então, a FGV coletou informações de anúncios de imóveis residenciais para locação, e não os valores efetivamente negociados.

Quanto aos resultados das quatro capitais que integram o índice da FGV, o aluguel residencial registrado mensalmente em todas as cidades pesquisadas em julho. Em Porto Alegre, os preços subiram 1,14% , a maior variação entre as capitais. Em Belo Horizonte, os aluguéis subiram, em média, 0,62% . No Rio de Janeiro, o aumento foi de 0,49% . Em São Paulo, os preços das locações passaram de uma queda de 0,19% em junho para um aumento de 0,45% em julho, refletindo uma recuperação moderada.

“A desaceleração da inflação e a moderação observaram nos principais indexadores desde 2024 pontos para reduzir a intensidade dos reajustes, ainda que a demanda por locação permaneça sustentada em diversas capitais”, acrescenta Dias.

12 meses

No ano, a alta do preço do aluguel é de 2,98% . Já no acumulado em 12 meses, a leitura interanual obteve lucro em todas as capitais desenvolvidas. Porto Alegre liderou a aceleração, com a taxa em 12 meses passando de 3,06% em junho para 4,12% em julho de 2026. Em Belo Horizonte, a variação passou de 7,07% para 7,77% no mesmo período. No Rio de Janeiro, avançou de 5,87% para 6,40% em julho. Em São Paulo, houve variação de 0,38 ponto percentual na taxa de variação acumulada em 12 meses em julho na comparação com junho.

Dias explica que os fundamentos atuais controlam a probabilidade de queda dos aluguéis no horizonte próximo, mas também sugerem menor espaço para acelerações expressivas do IVAR.

“Pelo lado da oferta, observa-se expansão relevante dos estoques habitacionais associados à Minha Casa, Minha Vida, com a oferta final crescendo 20,6% em 12 meses. Porém, como grande parte dessas unidades se destina à ocupação pelos próprios compradores, o impacto sobre a oferta de imóveis direcionados para locação tende a ser graduada”, pontua.

"Soma-se a isso a destino de parte do estoque residencial para modalidades de aluguel temporário em mercados específicos, solicitando a disponibilidade de imóveis para aluguel tradicional", finaliza.