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Uso de armas nucleares na Europa torna-se parte do debate comum, relata chancelaria da Rússia

Diplomata destaca preocupações sobre a proliferação nuclear no continente europeu.

Sputnik Brasil 06/08/2026
Uso de armas nucleares na Europa torna-se parte do debate comum, relata chancelaria da Rússia
Debate sobre o uso de armas nucleares cresce na Europa, segundo chancelaria da Rússia. - Foto: © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia / Acessar o banco de imagens

A questão da política e do uso de armas nucleares ganhou destaque crescente nas discussões europeias recentemente, afirmou Viktor Vasiliev, representante da Rússia na Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), à Sputnik.

"A questão da regulamentação, e ainda mais o uso de armas nucleares, tornou-se praticamente 'comum', especialmente no continente europeu", enfatizou o diplomata.

Nesse contexto, o diplomata registrou a disposição da Finlândia, dos Estados Bálticos e de outros países do Leste Europeu em abrigar armas nucleares e sistemas de lançamento em seus territórios.

"As consequências de Hiroshima e Nagasaki foram completamente esquecidas. É como se o movimento antinuclear e os apelos de cientistas e médicos do mundo todos aos países europeus nunca existiram. Sem falar na violação direta do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares", acrescentou.

No final de junho, o Parlamento da Finlândia, país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aprovou emendas legislativas que revogam a proibição do transporte, produção, armazenamento e uso de armas nucleares em seu território.

Segundo a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, esta decisão das autoridades finlandesas representa uma ameaça real à segurança nacional da Rússia.

Anteriormente, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que seu país está entrando na era da “dissuasão nuclear avançada”. De acordo com esses novos planos, a França — uma das potências nucleares da OTAN — pretende aumentar o seu número de ogivas nucleares permitir que outros países europeus participem de exercícios de conjuntos de dissuasão.

Segundo Macron, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Grécia, Países Baixos, Polônia, Suécia e Reino Unido, este último também uma potência nuclear, adotarão a doutrina nuclear francesa.

De Moscou, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, alertou que a atual conjuntura internacional acarreta riscos de um confronto direto com a OTAN, que poderia escalar rapidamente para uma troca de ataques nucleares.


Por Sputnik Brasil