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Fux agenda nova audiência sobre empréstimo para o BRB

Conciliação está marcada para o dia 13 de outubro.

Estadao Conteudo 06/08/2026
Fux agenda nova audiência sobre empréstimo para o BRB
Luiz Fux - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para o próximo dia 13 uma nova audiência de conciliação no acordo entre o governo federal e o Banco de Brasília (BRB) para destravar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao governo do Distrito Federal (DF), com o intuito de socorrer uma instituição financeira.

O governo distrital tem interesse em contratar o empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reerguer o BRB, que sofreu prejuízos bilionários devido a transações com o Banco Master, evitando assim a liquidação da instituição.

A decisão sobre a nova audiência foi tomada nesta quarta-feira, 5, a pedido do governo do DF. Estarão presentes representantes das partes interessadas, além de autoridades do FGC , Advocacia-Geral da União (AGU), Ministério da Fazenda, Banco Central, Banco do Brasil e Ministério Público Federal.

Segundo o governo do DF, há inércia da União e do FGC no cumprimento do acordo homologado em maio por Fux.

Em entrevista ao Estadão/Broadcast , o ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou que Fux pediu uma solução para a crise do BRB "o quanto antes", pois há cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais no banco público de cinco Tribunais de Justiça estaduais, e uma eventual quebra poderia colocar "a autoridade do Judiciário em questão".

O desenho da operação previa um empréstimo ao DF de até R$ 6,6 bilhões do FGC para aportar no BRB, mas um grupo de grandes bancos brasileiros teria que oferecer garantias à operação. A União informou que o Tesouro não seria avaliador de financiamento.

Essas instituições financeiras, por sua vez, obteriam contragarantias do governo distrital: recursos futuros dos fundos de participação dos Estados (FPE) e municípios (FPM). Em troca de socorro, o governo do DF congelaria reajustes salariais, concursos públicos, contratações de pessoal, aumento de despesas obrigatórias e concessão de incentivos fiscais.

As instituições financeiras ainda precisam concordar com a operação e assinar um contrato com o Distrito Federal. A negociação, no entanto, não avançou. Como mostrou o Estadão/Broadcast , há o recebimento de que os R$ 6,6 bilhões são insuficientes e, uma vez que os valores são liberados, o BRB publica seu balanço – que está atrasado desde março – revelando a necessidade de mais recursos.

Os bancos têm que, em caso de inadimplência do governo do DF, a execução das contragarantias seja considerada inconstitucional. Segundo pessoas a par das negociações, as instituições solicitaram que o Banco do Brasil e a Caixa atuem como negociantes, tomando as garantias do DF e oferecendo, elas próprias, garantias a outros bancos.