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Bradesco registra receita de R$ 10,486 bi com serviços no segundo trimestre

Crescimento de 1,7% em relação ao ano anterior

Estadao Conteudo 05/08/2026
Bradesco registra receita de R$ 10,486 bi com serviços no segundo trimestre
- Foto: Reprodução

O Bradesco registrou R$ 10,486 bilhões em receitas com serviços no segundo trimestre de 2026, alta de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No comparativo com o primeiro trimestre, houve avanço de 1,1%.

A maior pressão veio da linha de mercado de capitais e assessoria financeira, cujas receitas recuaram 17,2% na comparação anual, totalizando R$ 526 milhões. O Bradesco BBI assessorou 122 operações no período, somando cerca de R$ 174,2 bilhões em volume de transações. Em renda fixa, houve assessoria e estruturação de 110 transações, com volume de R$ 163,3 bilhões. No segmento de fusões e aquisições, foram 10 operações assessoradas, totalizando R$ 7,7 bilhões. Em ações, também foram assessoradas 2 ofertas, que somaram R$ 3,2 bilhões.

As receitas com cartões apresentaram alta anual de 0,8%, somando R$ 4,494 bilhões, o maior volume entre as receitas de serviços do Bradesco. No segmento, os cartões de crédito registraram um volume transacionado de R$ 99,514 bilhões, com crescimento de 8,8% em 12 meses. Os clientes de alta renda responderam por cerca de 52% do faturamento total, com crescimento de 29% em relação ao segundo trimestre de 2025.

Em contas correntes, o Bradesco registrou R$ 1,628 bilhão em receitas no trimestre, um volume 2,9% menor que no mesmo período do ano passado. O banco encerrou junho com 38,2 milhões de correntistas, ante 38,1 milhões um ano antes.

Em administração de fundos, as receitas saltaram 10% em 12 meses, somando R$ 984 milhões no trimestre. Segundo o banco, o resultado foi impulsionado pela expansão do patrimônio líquido sob administração, além de maiores receitas de performance fees no período.

Em operações de crédito, a receita apresentou queda de 12,1% na comparação anual, totalizando R$ 593 milhões no trimestre. Já os serviços de custódia e corretagem saltaram 26,4%, a R$ 617 milhões.

No semestre, as receitas com consórcios foram outro destaque de expansão, com alta anual de 14%, somando R$ 24,7 bilhões, impulsionadas pelo aumento das vendas no segmento de imóveis.