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Lula sanciona MP do Frete e veta anistia a caminhoneiros bolsonaristas

Medida busca endurecer regras do transporte de cargas e garantir direitos da categoria

Estadao Conteudo 05/08/2026
Lula sanciona MP do Frete e veta anistia a caminhoneiros bolsonaristas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira, 5, a Medida Provisória (MP) do Frete, em cerimônia com lideranças da categoria no Palácio do Planalto. Em discurso, Lula afirmou que é essencial que os beneficiados realizem fiscalizações para garantir que as mudanças sejam efetivas.

"Nós estamos aprovando uma lei, assumindo um compromisso com vocês, e todo mundo precisa ficar atento para que essa lei não seja burlada. Se as pessoas não denunciarem, não teremos como saber", declarou o presidente.

Lula também destacou que, com a MP do Frete, a relação entre empresários e caminhoneiros não deverá ser regida pela "lei do mais forte". Ao comentar sobre outras demandas da categoria, como créditos para a aquisição de caminhões e equipamentos, o presidente reconheceu a dificuldade em convencer os bancos a investirem em projetos do governo.

"Não pensem que é fácil convencer os bancos a liberar dinheiro. Muitas vezes, nós temos boas intenções, tomamos decisões e, então, o banco diz: 'olha, não estou preparado para isso, não tenho experiência, a pessoa não vai conseguir pagar e eu não posso correr esse risco. É muito complicado'.", afirmou.

A MP do Frete busca endurecer as regras do transporte de cargas e fortalecer o cumprimento do piso da categoria. O texto original incluía um "jabuti" que anistiava caminhoneiros que participaram de manifestações após a vitória de Lula sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente vetou a anistia, com a justificativa da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) de que a medida pretende evitar um tratamento desigual para aqueles que atentaram contra a democracia.

Os ministros do governo que discursaram foram Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego). Marinho ressaltou que a medida provisória foi aprovada de última hora no Senado, após um indicativo de greve da categoria. "Poderia ter sido aprovada com mais facilidade, mas foi preciso a ameaça", declarou.