Geral
Bolsas de NY apresentam desempenhos divergentes com Nasdaq pressionado e Dow Jones em nova máxima
Setores reagem a tensões no Oriente Médio e resultados corporativos mistos
As bolsas de Nova York fecharam a quarta-feira, 5, com seus três principais índices mostrando desempenhos divergentes, após ataques no Oriente Médio dosarem o otimismo com um acordo para reabertura do Estreito de Ormuz. O Dow Jones subiu a novo recorde. O S&P perdeu força na reta final e o Nasdaq cedeu.
O Dow Jones subiu 0,49%, aos 54.349,12 pontos. O S&P 500 caiu 0,17%, a 7.723,55 pontos, e o Nasdaq marcou baixa de 0,83%, devolvendo uma fração da alta de 2,59% da véspera e encerrando em 26.363,44 pontos.
Na sessão, o petróleo fechou sem direção, contrabalançando relatos de que Irã e Omã finalizaram o rascunho do acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e a persistência de tensões no Oriente Médio. Na esfera macroeconômica, dados do ISM e da S&P Global de atividade no setor de serviços nos EUA avançaram em julho, enquanto o relatório ADP mostrou criação abaixo do esperado de emprego no setor privado.
A SpaceX despencou 13,6%, depois que a empresa de foguetes, telecomunicações e inteligência artificial superou as estimativas dos analistas com seu resultado, mas reportou despesas de capital superiores ao esperado por Wall Street.
As ações da Advanced Micro Devices caíram 7,04%, após Musk afirmar que a SpaceX usaria exclusivamente chips da Nvidia, o que ofuscou os resultados da AMD. Já a Nvidia avançou 4,3%.
As ações da Alphabet, controladora da Google, recuaram 4%, após o anúncio da saída de Jeff Dean, um dos arquitetos da estratégia de inteligência artificial da empresa nos últimos anos.
Ajudada pelo sucesso de Toy Story 5 e O Diabo Veste Prada 2, a Walt Disney trouxe resultados acima do esperado e viu suas ações subirem 2,9%. A Eli Lilly ganhou 4,2% depois que a farmacêutica elevou sua previsão de vendas para 2026 diante da forte demanda por medicamentos GLP-1.
A Flutter Entertainment despencou 11,5% com resultados mistos, saída de CEO e redução de projeções. A empresa de apostas mostrou que a receita nos três meses até 30 de junho subiu 3%, mas no Brasil, o faturamento saltou 64% na comparação com o mesmo período de 2025, após a compra da BetNacional.
A Uber caiu 5,3% depois de não conseguir impressionar com seus resultados.
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