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Greve da CPTM: funcionários encerram paralisação das linhas 11, 12 e 13 em SP

Situação se normaliza após anúncio do governador Tarcísio de Freitas

Estadao Conteudo 05/08/2026
Greve da CPTM: funcionários encerram paralisação das linhas 11, 12 e 13 em SP

Funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram, na tarde desta quarta-feira, 5, em assembleia, encerrar a paralisação das operações das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, em São Paulo. Iniciada na terça-feira, 4, a greve afetou mais de 1 milhão de pessoas , de acordo com a CPTM. A operação deve retornar imediatamente para, assim, garantir a volta dos trabalhadores para casa no horário do pico.

A assembleia que decidiu pelo fim da greve foi realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, no Brás, centro da capital, e marcada por momentos de tensão e muita discussão. A decisão dos trilhos foi tomada depois que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou que apresentou um projeto de lei para garantir que os empregos da CPTM fossem transferidos após a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à concessão de Trívia Trens. A medida também contempla a linha 10-Turquesa (ainda sob operação da companhia).

- A linha 11-Coral liga as estações Palmeiras-Barra Funda com a Estudantes, em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo;

- A linha 12-Safira conecta a região central da capital, no Brás, com a região leste da cidade e municípios como Itaquaquecetuba e Poá, na Grande SP;

- A Linha 13-Jade é uma das vias entre São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Desde o último dia 24, três linhas saíram a ser operadas pela CPTM por determinação do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A companhia ficou à frente do serviço por 90 dias.

A decisão foi tomada após falhas nas operações na mesma semana em que a Trivia Trens contratou o serviço. Em uma das ocorrências, no dia 23 de julho, um foco de incêndio foi registrado em uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca, gerando transtornos entre os passageiros e no transporte público da capital.