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Irã passará à ofensiva se ataques dos EUA continuarem, diz assessor do líder supremo

Mohsen Rezaei alerta sobre possíveis ações militares em resposta à hostilidade americana.

Sputnik Brasil 17/07/2026
Irã passará à ofensiva se ataques dos EUA continuarem, diz assessor do líder supremo
Mohsen Rezaei alerta que Irã adotará ofensivas se EUA não cessarem ataques. - Foto: © AP Photo / Hassan Ammar

O Irã deixará de atuar apenas na defensiva e iniciará operações ofensivas em larga escala caso os ataques dos Estados Unidos continuem nos próximos dias, afirmou nesta sexta-feira (17) Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.

Desde a última semana, forças norte-americanas realizaram diversos ataques contra o Irã. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que as ações foram uma resposta a operações iranianas contra embarcações comerciais que cruzavam o estreito de Ormuz.

A situação levou o país persa a realizar ataques contra regiões que abrigam bases militares norte-americanas e outras infraestruturas de guerra. Na sequência, o presidente Donald Trump declarou que o cessar-fogo assinado em maio havia deixado de vigorar.

Também nesta sexta, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) chegou a destruir o "principal centro de inteligência artificial do Bahrein, utilizado pelos Estados Unidos para cometer crimes de guerra", durante um ataque com diversos mísseis balísticos e drones.

Diante das tensões no Oriente Médio, Washington afirmou mais cedo ao governo de Israel que enviaria à região dezenas de aeronaves militares de reabastecimento nos próximos dias, medida que integraria os preparativos para uma eventual ampliação das operações contra o Irã, informou a emissora israelense Channel 12.

Segundo autoridades, Trump avalia autorizar uma campanha militar de maior escala do que a atual, concentrada na região do estreito. A Casa Branca ainda pretende aumentar a pressão sobre Teerã para forçar a reabertura da rota marítima e obter avanços nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Aliado a isso, os ataques norte-americanos que atingiram áreas próximas a Teerã podem levar Washington a rever a estratégia que, até o momento, evitava uma participação direta de Israel nas operações.