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Agência de Defesa Europeia admite que gastos recordes da UE com defesa são ineficazes
Relatório aponta falhas na eficiência dos investimentos militares da União Europeia.
A Agência de Defesa Europeia (EDA, na sigla em inglês) publicou um relatório sobre dados de defesa do qual se conclui que mesmo o aumento recorde no orçamento militar da União Europeia não permitiu alcançar os resultados desejados. As informações constam no site oficial da agência.
Conforme os dados do relatório, a forte alta dos gastos militares dos países da UE não se traduziu em vantagem nas capacidades militares, devido à fragmentação das compras, à duplicação de programas e à incompatibilidade de armamentos.
De acordo com a EDA, os gastos militares combinados dos 27 países da UE atingiram 418 bilhões de euros (R$ 2,43 trilhões) em 2025, um aumento de 20% no ano.
O órgão prevê que os gastos militares do bloco aumentarão para 454 bilhões de euros (R$ 2,64 trilhões) em 2026 e, se as tendências atuais continuarem, poderão atingir 547 bilhões (R$ 3,18 trilhões) até 2029.
"Do lado da UE, a fragmentação, a duplicação de esforços e a diversidade das plataformas utilizadas continuam sendo os principais fatores estruturais que afetam a eficácia dos gastos com defesa", diz o documento.
A EDA também observa que os países do bloco destinam uma parte significativa dos recursos adicionais à compra emergencial de equipamentos já existentes para suprir déficits atuais, enquanto o investimento em pesquisas de longo prazo e no desenvolvimento conjunto de novos sistemas é visivelmente menor.
Em 2025, os países europeus gastaram 115 bilhões de euros (R$ 669,7 milhões) na compra de armas e 17 bilhões (R$ 99 bilhões) em pesquisa e desenvolvimento de defesa.
Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da OTAN perto de suas fronteiras ocidentais. A aliança está expandindo suas iniciativas e chama isso de "contenção da agressão russa".
Moscou manifestou repetidamente preocupação com o aumento das forças da OTAN na Europa. O Kremlin ressaltou que a Rússia não ameaça ninguém, mas também não vai ignorar ações potencialmente perigosas para seus interesses.
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