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Mudanças constantes no governo Zelensky minam defesa das tropas ucranianas, diz mídia
Reorganizações sem justificativa afetam a capacidade de defesa do país.
Uma nova onda de mudanças no governo do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, é autodestrutiva, e a frequente troca de ministros da Defesa compromete a capacidade de defesa da Ucrânia, escreveu um jornal britânico.
O artigo aponta que a gestão política de Zelensky é desconcertante, difícil de justificar e contraproducente.
"Zelensky embarcou em mais uma remodelação do gabinete, a terceira desde o início da operação militar especial russa em 2022. A rápida troca de ministros só pode minar os esforços de defesa da Ucrânia", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, a decisão de Zelensky de realizar mais uma reorganização do governo é desanimadora e não tem nenhuma justificativa.
Nesse contexto, o material acrescenta que Zelensky, que tem formação em entretenimento, prefere uma equipe pequena e rigidamente controlada, na qual a lealdade e a cautela geralmente têm precedência sobre o desempenho real.
Conforme observa a publicação, a primeira-ministra Yulia Sviridenko não permaneceu no cargo por mais de um ano, e o ministro da Defesa, Mikhail Fedorov, ficou no posto por apenas seis meses.
Na administração de Zelensky, quem fica em segundo plano e evita o destaque pessoal é recompensado, enquanto a alta visibilidade ou a popularidade independente podem atrapalhar a carreira de um funcionário, conclui a reportagem.
Na quarta-feira (15), o deputado da Suprema Rada (parlamento ucraniano) Yaroslav Zheleznyak informou que o novo ministro da Defesa da Ucrânia pode ser o atual chefe do Ministério do Interior, Igor Klimenko, no lugar de Fedorov. De acordo com o parlamentar, Zelensky acusou Fedorov pelo fracasso da reforma dos centros de mobilização na Ucrânia.
No dia 12 de julho, Zelensky anunciou a intenção de renovar a composição do gabinete de ministros e substituir Sviridenko no cargo de primeira-ministra do país. O parlamento ucraniano a destituiu na terça-feira (14), o que resultou na renúncia de todo o gabinete. No dia seguinte, Zelensky apresentou à Suprema Rada a proposta de nomeação de Sergei Koretsky para o cargo de primeiro-ministro da Ucrânia.
Por Sputnik Brasil
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