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PF faz ação contra tráfico para 'scam centers' na fronteira Vietnã-Camboja

Investigação revelou esquema de recrutamento de brasileiros para fraudes eletrônicas.

Estadao Conteudo 14/07/2026
PF faz ação contra tráfico para 'scam centers' na fronteira Vietnã-Camboja
- Foto: Reprodução / Agência Brasil

A Polícia Federal realizou nesta terça, 14, uma ação ostensiva contra o tráfico internacional de brasileiros para centros de golpes no Sudeste Asiático. Agentes federais cumpriram um mandado de busca e apreensão em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. A medida foi autorizada pela 6.ª Vara Federal de Santos, que também decretou a prisão preventiva de um dos investigados. Ele está no exterior.

Segundo informações da PF, a investigação teve início após comunicação do Ministério das Relações Exteriores sobre a repatriação de brasileiros com indícios de terem sido vítimas de tráfico de pessoas na região de fronteira entre Camboja e Vietnã.

Os investigadores identificaram um esquema de recrutamento de brasileiros para os chamados scam centers. Nesses endereços, as vítimas eram submetidas a trabalho forçado para aplicar fraudes eletrônicas contra pessoas em diversos países.

Os alvos da operação ofereciam falsas oportunidades de emprego no exterior, prometendo altos salários e pagamento das despesas de viagem.

No destino, as vítimas tinham os passaportes retidos e ficavam privadas de liberdade. Também eram obrigadas, sob ameaças e agressões, a praticar fraudes eletrônicas.

Em um caso, o recrutamento foi feito por uma pessoa do círculo de convivência da própria vítima.

Um investigado, de 29 anos, está no Camboja desde julho de 2025. A Justiça determinou sua prisão preventiva e incluiu seu nome na difusão vermelha da Interpol.

O segundo investigado, também de 29 anos e morador de São José dos Campos, cumprirá medidas cautelares. Ele está proibido de deixar o país e deverá entregar o passaporte, comparecer mensalmente em juízo e não poderá sair da cidade onde reside por mais de cinco dias sem autorização judicial.

As vítimas já retornaram ao Brasil e recebem acompanhamento das autoridades brasileiras. Suas identidades são preservadas por força de lei.

A PF informou que os investigados poderão responder pelo crime de tráfico internacional de pessoas.