Geral
Damares nega rompimento com Flávio Bolsonaro e critica ataques de 'exército da direita'
Senadora se defende de acusações e denuncia 'violência política de gênero'
"Os aloprados de internet, eu não devo satisfação a eles", declarou nesta segunda-feira (13) a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ao discursar no plenário do Senado Federal.
Os aloprados, segundo ela, são aliados e eleitores da direita que têm promovido ataques contra ela e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
"Povo brasileiro, quando começarem a falar de um soldado da direita, vá lá na rede do soldado e veja o que ele disse antes de vocês começarem a compartilhar. Vão nas minhas redes e vejam se eu declarei alguma vez que abandonei o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. Parem de compartilhar mentiras", disse Damares.
Damares se disse injustiçada por eleitores e aliados que a acusam de ter abandonado o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"São ataques à honra, à moral, à imagem e ataques vindo de pessoas que eu considerava aliadas. [...] Inclusive, um dos ataques que recebi é que tenho amante, pastor, casado", ressaltou Alves.
A senadora ainda afirmou que os casos configuram "violência política de gênero" e que a advocacia do Senado a ajudará a abrir representação contra os envolvidos, mas que não sabe quem realmente está por trás da articulação dos ataques.
A manifestação ocorreu em meio a uma crise entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, nas redes sociais. Michelle afirmou em um vídeo ter sido humilhada e maltratada pelo senador, enquanto ele respondeu com pedido de desculpas e a afirmação de que jamais teve a intenção de ofendê-la.
"E aqui fica a grande mentira, quem está financiando tudo isso? A quem interessa essa fragilidade da direita? [...] Parem de atacar os soldados da direita [...] Daqui a pouco, o Brasil vai dizer: 'eu não quero isso não'. Isso é muito ruim; eles atacam os próprios soldados deles. O que eles vão fazer com a gente? Parem, gente", disse a senadora.
Damares também defendeu Michelle Bolsonaro, a quem chamou de "amiga" e disse que ela não está "sozinha" contra os ataques que vem sofrendo.
STF proíbe Flávio de ver o pai
Também nesta segunda-feira (13), o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão, por 90 dias, do direito de visita de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, após o senador divulgar nas redes sociais uma carta escrita por seu pai, reforçando apoio na corrida presidencial.
Na avaliação do ministro e relator do caso, Alexandre de Moraes, a divulgação configura tentativa de contornar a proibição imposta a Jair Bolsonaro de usar redes sociais, além de constituir propaganda eleitoral antecipada.
Sem mencionar os conflitos entre Flávio e a ex-primeira-dama, o ex-presidente defendeu a unidade no campo político liderado por ele e reforçou a confiança no filho.
O PT ingressou com representação no STF pedindo a revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro, sob o argumento de que ele desrespeitou medidas cautelares impostas pelo STF.
Preso desde novembro do ano passado, o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de estado para se manter no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022.
A defesa de Flávio Bolsonaro declarou, por nota, que a decisão desrespeita a Constituição e o direito de comunicação entre preso e advogado.
"Vale lembrar que o senador Flávio Bolsonaro é também advogado de seu pai. A proibição de contato viola, portanto, o direito que o advogado tem de se comunicar com seu representado (art. 7, inciso III, do Estatuto da Advocacia)", argumentou a defesa.
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