Geral
Juízes negam pedido para recolocar nome de Trump no Kennedy Center
Recurso do conselho do Kennedy Center foi rejeitado em decisão judicial
Um painel de três juízes negou nesta quarta-feira, 8, um pedido do conselho diretor do Kennedy Center para recolocar o nome do presidente Donald Trump na instituição. O pedido havia sido feito em recurso a uma decisão anterior que considerou a inclusão do nome de Trump ilegal e determinou sua revogação.
Trata-se de mais um revés para o conselho de curadores, presidido por Trump, em uma disputa que começou no início deste ano, quando o Kennedy Center passou a se chamar "The Donald J. Trump and John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts". O local, que fica em Washington, é o principal centro de artes cênicas dos Estados Unidos e foi inaugurado como um memorial ao ex-presidente morto em 1963.
A inclusão do nome de Trump e a batalha judicial que se seguiu tornaram-se um símbolo do esforço mais amplo do presidente para deixar sua marca - e, neste caso, seu próprio nome - na capital do país durante seu mandato final.
Os juízes escreveram, na decisão desta quarta-feira, 8, que o conselho de curadores "não conseguiu demonstrar como sofrerá um dano irreparável" se o nome de Trump permanecer fora do prédio durante o andamento do recurso.
O conselho havia argumentado que a retirada do nome "ameaça prejudicar" os esforços de arrecadação de fundos, mas os magistrados concluíram que essa alegação foi apresentada sem o respaldo de "fatos ou provas específicas".
O Kennedy Center não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por e-mail pela agência de notícias Associated Press (AP).
"Seu nome não profana mais este memorial sagrado, que pertence ao povo americano", afirmou a deputada federal Joyce Beatty, democrata do estado de Ohio, que ajuizou a ação. "Agora é hora de o governo Trump aceitar isso, cumprir a lei e retirar as lonas."
Ela se referia às lonas instaladas sobre andaimes que ocultaram o local de onde foi retirado o nome de Trump e que ainda cobrem essa parte da fachada de mármore do edifício.
Quando Trump assumiu o cargo em 2025, substituiu o conselho de curadores do Kennedy Center, que posteriormente o elegeu presidente do colegiado. Seu nome foi rapidamente acrescentado ao prédio. Em seguida, um juiz federal decidiu que a alteração era ilegal, dando início à disputa judicial.
*Com informações da Associated Press (AP).
Mais lidas
-
1ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
2LOTERIAS
Horário da Quina de São João: veja como acompanhar o resultado
-
3ORGULHO PALMEIRENSE
Professor de Palmeira dos Índios é aprovado em curso nacional de elite do voleibol
-
4FENÔMENO NATURAL
Céu 'pega fogo' em Caracas: fenômeno raro pinta a Venezuela de vermelho
-
5ARAPIRACA
Governo de Alagoas autoriza início de obras de acesso às Vilas São José e Aparecida, em Arapiraca