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Comando Central dos EUA confirma novos ataques ao Irã

Operação visa desmantelar ameaças à navegação no estreito de Ormuz

Sputnik Brasil 08/07/2026
Comando Central dos EUA confirma novos ataques ao Irã
Comando Central dos EUA inicia nova ofensiva contra o Irã com ataques estratégicos. - Foto: © RS/via FotosPublicas

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou nesta quarta-feira (8) o início de uma nova onda de ataques contra alvos no Irã, realizada por determinação do presidente Donald Trump.

Em publicação no X, o comando militar informou que a operação tem como objetivo "degradar ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz", em referência à recente escalada de tensões na região e aos ataques contra embarcações comerciais que transitam pela estratégica rota marítima.

Além de alvos militares convencionais, os bombardeios passaram a atingir radares costeiros do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), posições de mísseis antinavio e sistemas de defesa antiaérea iranianos.

Segundo a agência iraniana Mehr, explosões foram ouvidas em Bushehr, região onde está uma central nuclear criada com a parceria entre Irã e Rússia.

Pouco antes da confirmação oficial, outras detonações foram ouvidas nas regiões de Sirik e Bandar Abbas, além de Konarak, Chabahar e na ilha de Lavan. Até o momento, as autoridades iranianas não identificaram oficialmente a origem das explosões.

Mais cedo, Trump afirmou que o cessar-fogo com o Irã "não era mais válido", sinalizando uma nova escalada militar. Durante a cúpula da OTAN em Ancara, o presidente norte-americano também havia indicado à imprensa que novos ataques seriam realizados ainda nesta noite.

A nova ofensiva ocorre menos de 24 horas após outra série de bombardeios norte-americanos atingir diversos alvos no sul do Irã, incluindo instalações militares, sistemas de radar e outras posições estratégicas. Em resposta, o Estado-Maior das Forças Armadas iranianas prometeu retaliar os ataques, afirmando que haverá uma "resposta forte" contra as forças dos Estados Unidos.