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Flávio Bolsonaro ataca governo Lula e pede aos EUA redução das tarifas a produtos do Brasil
Senador critica sobretaxas e defende o PIX em audiência nos Estados Unidos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, citou o PIX e usou a estratégia de criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para pedir que os Estados Unidos recuem nas sobretaxas impostas a produtos brasileiros. Segundo o senador, as tarifas têm sido usadas pelo atual governo para benefício político.
"Essas tarifas foram exploradas politicamente pelo atual governo brasileiro. Uma tarifa de 25% penaliza todo o povo brasileiro, exceto justamente as autoridades responsáveis por essas decisões", afirmou na audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington.
Sobre o PIX, Flávio Bolsonaro falou que o sistema contribuiu para a inclusão de brasileiros na economia formal e "não é um problema a ser corrigido, é uma solução".
"Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do PIX, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos", destacou.
A Seção 301 é um instrumento utilizado pelo governo americano para investigar e, eventualmente, aplicar sanções comerciais a países acusados de adotar práticas consideradas desleais ou prejudiciais aos interesses das empresas dos Estados Unidos.
No caso brasileiro, a investigação cita temas como comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, incluindo o PIX, tarifas consideradas "injustas e preferenciais", medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e ações de combate ao desmatamento ilegal.
Além de Flávio Bolsonaro, também participam da audiência representantes do setor produtivo brasileiro. Entre eles estão o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e ex-embaixador Roberto Azevêdo, representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Letícia Sperb Masselli, da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
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