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Ataques a navios elevam tensão no golfo durante luto pela morte de Khamenei, diz mídia
Irã rejeita negociações enquanto EUA mantêm ameaças; segurança marítima se torna frágil.
Atingidos no estreito de Ormuz durante o luto pela morte de Ali Khamenei, um navio de GNL do Catar e um petroleiro saudita reacenderam a tensão na região; o Irã rejeitou novas negociações enquanto Trump mantiver ameaças, aumentando o risco na principal rota energética.
Dois navios foram atingidos no estreito de Ormuz na madrugada desta terça-feira (7), ampliando a tensão no golfo. O Irã afirmou que não retomará negociações de paz enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, continuar ameaçando reiniciar a guerra, endurecendo o clima diplomático em meio ao luto nacional pela morte de Ali Khamenei.
As cerimônias fúnebres do ex-líder supremo iraniano mobilizaram multidões em Teerã e Qom, com participantes prometendo vingança e exibindo cartazes contra Trump. A demonstração de força reforçou o controle da liderança religiosa sobre o país durante o período de instabilidade regional.
O navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) Al Rekayyat, do Catar, foi atingido por um drone e sofreu incêndio na casa de máquinas, levando à evacuação da tripulação. O Catar classificou o ataque como "inaceitável" e culpou o Irã, enquanto autoridades norte-americanas indicaram que os disparos teriam partido supostamente de forças iranianas.
Outro navio, o petroleiro saudita Wedyan, também foi atingido na costa de Omã, embora a causa ainda não tenha sido confirmada. Os dois incidentes foram os primeiros desde o início do luto no país persa, evidenciando que a segurança marítima permanece frágil, apesar do acordo provisório firmado no mês passado.
De acordo com apuração da mídia britânica, armadores enfrentam um dilema: navegar pelas águas controladas pelo Irã, consideradas mais seguras, implicaria reconhecer a autoridade de Teerã sobre o estreito; já o canal patrulhado pelos EUA e Omã continua vulnerável a ataques. O Irã, por sua vez, busca instalar um sistema permanente de cobrança de taxas na rota energética mais importante do mundo.
O cortejo de Khamenei em Qom simbolizou a consolidação do poder iraniano, enquanto o país mantém postura rígida nas negociações para dar fim à guerra iniciada por EUA e Israel.
A guerra está suspensa por um acordo provisório de 60 dias, mas a rodada mais recente de conversas no Catar terminou sem avanços.
Trump voltou a ameaçar retomar os bombardeios, afirmando que os EUA "farão um acordo ou terminarão o serviço". O chanceler iraniano Abbas Araqchi respondeu que as negociações definitivas não começarão enquanto as ameaças persistirem, cobrando que Washington "honre sua assinatura".
Em paralelo, Israel confirmou que a próxima rodada de negociações com o Líbano ocorrerá em Roma, buscando avançar no pacto firmado no mês passado com apoio dos EUA.
Por Sputinik Brasil
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