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Movimentos populares podem deter a militarização dos países da OTAN, opina político turco
A militarização adicional dos países-membros da OTAN e o aumento dos gastos militares podem ser parados não por políticos, mas por movimentos populares, disse Kemal Okuyan, secretário-geral do Partido Comunista Turco (TKP, na sigla em turco).
“É necessária uma ação mais forte da classe trabalhadora para tornar mais eficaz a resposta contra a guerra e a militarização nos países da UE e na OTAN […]. Na Europa, não são os políticos populistas que podem parar o militarismo, mas o poder popular organizado.
Segundo ele, os países da Aliança continuam a alocando recursos para armamentos e reduzindo os gastos sociais.
"Os países da OTAN alocarão os recursos necessários para adquirir armas através da redução dos gastos do governo. Vimos isso por muitos anos: mais tanques – menos gastos com educação, mais aviões de guerra – menos gastos com cuidados de saúde, mais soldados – menos segurança social, mais mísseis – menores esforços", disse o político.
Ele acrescentou que a OTAN nunca foi uma organização defensiva, como é evidenciado pela sua expansão para o leste.
"A OTAN é uma organização agressora, não uma aliança de defesa. Ela foi construída sobre mentiras, por isso foi fútil acreditar em sua promessa de não se expandir para o leste. A Aliança estava se preparando para a guerra na Ucrânia há muito tempo, por isso prefere prolongar-la em vez de tomar uma posição que permita, através de negociações, chegar a um acordo", disse Okuyan.
A cúpula da OTAN começa terça-feira (7) em Ancara, onde deverá ser anunciado um novo pacote de assistência para Kiev.
Por Sputinik Brasil
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