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Morgan Stanley vê risco para demanda à AB InBev e Heineken após eliminação do Brasil e México

Banco analisa impacto das eliminações nas vendas de cerveja

Estadao Conteudo 06/07/2026
Morgan Stanley vê risco para demanda à AB InBev e Heineken após eliminação do Brasil e México
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A eliminação do Brasil e do México nas oitavas de final da Copa do Mundo, ocorrida ontem à noite, pode ter efeitos negativos para os resultados da AB InBev (ABI) e da Heineken, segundo avaliação do Morgan Stanley. No caso da seleção brasileira, o banco observou que a realidade divergiu "significativamente" das expectativas.

Os analistas identificaram um risco potencial para a demanda no terceiro trimestre da ABI e da Heineken, considerando que o aumento no volume de vendas de cerveja está concentrado nas seleções que avançam às fases finais do torneio. "As expectativas se desviaram de forma relevante para o Brasil, e em menor medida para o México", afirmaram em relatório.

Inicialmente, em junho, previa-se que o Brasil disputaria 0,90 jogos em uma "deep run" (fase avançada), enquanto a expectativa para o México era de 0,26 jogos, com base nas probabilidades da Bet365 à época.

A eliminação precoce do Brasil, portanto, é a surpresa negativa mais significativa, levando em conta o tamanho do mercado de cerveja brasileiro e a maior expectativa de avanço nas fases do torneio.

De acordo com as estimativas do banco, isso se traduz em um diferencial de crescimento de vendas no ano fiscal (FY) de -60 bps em relação ao resultado originalmente projetado de +70 bps para o Brasil, e uma diferença de -20 bps para o México, em comparação ao resultado esperado de +30 bps.

Os analistas agora vão acompanhar o desempenho da seleção dos EUA para avaliar o impacto sobre a AB InBev, já que o país representou cerca de 20% da receita da ABI em 2025.

O jogo desta noite contra a Bélgica tornou-se um foco central para a ABI, após as eliminações do Brasil e do México.