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Expectativa é, na pior das hipóteses, elevar exceções a tarifas dos EUA, diz presidente da CNI

Ricardo Alban acredita que audiências públicas podem ampliar isenções.

Estadao Conteudo 06/07/2026
Expectativa é, na pior das hipóteses, elevar exceções a tarifas dos EUA, diz presidente da CNI
Confederação Nacional da Indústria (CNI)

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou nesta segunda-feira (6) que a entidade espera, ao menos, aumentar o número de produtos brasileiros isentos de tarifas americanas por meio das audiências públicas programadas para tratar sobre o tema nesta semana.

"Se conseguirmos escapar de eventuais impactos ou efeitos da geopolítica sobre essa decisão, gostaria que conseguíssemos contornar isso", declarou Alban a jornalistas ao deixar o Ministério da Fazenda, em Brasília. "Na pior das hipóteses, que é a implementação das tarifas no dia 15, conseguimos aumentar substancialmente as exceções."

Duass investigações abertas - uma sobre práticas comerciais do Brasil e outra sobre trabalho forçado, que também abrange o País - podem resultar em tarifas adicionais de 37,5% sobre produtos brasileiros. A CNI estima que 4.187 tipos de bens vendidos pelo Brasil aos EUA podem ser tarifados, totalizando cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações.

Alban classificou as tarifas adicionais como "exagero" e acredita que o déficit comercial do Brasil com os EUA possa facilitar a reversão dessas tarifas. "É fundamental manter o diálogo. Temos que confiar que o governo conduza essa conversa dentro de uma lógica técnica, ciente de que há toda uma geopolítica em jogo", concluiu.