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China reforça dissuasão nuclear ao lançar míssil balístico intercontinental, diz mídia

Teste validou capacidades estratégicas de lançamento submerso

Sputnik Brasil 06/07/2026
China reforça dissuasão nuclear ao lançar míssil balístico intercontinental, diz mídia
China realiza teste de míssil balístico intercontinental de submarino no Pacífico. - Foto: © AP Photo / Guang Niu

A China testou com sucesso um míssil estratégico lançado por submarino nuclear no Pacífico, validando mobilidade, lançamento submerso e guiamento de longo alcance. O míssil, possivelmente o JL‑3, reforçará a dissuasão nuclear chinesa. Pequim afirma que o exercício é rotineiro, seguro e não tem como alvo nenhum país.

A Marinha chinesa realizou um teste de lançamento de míssil estratégico a partir de um submarino nuclear, confirmado pela Xinhua apenas 59 minutos após a operação. Segundo especialistas citados pelo Global Times, a explosão ocorreu sem falhas e atingida com precisão na área designada no Pacífico, validando todos os objetivos previstos.

O míssil é identificado como parte da família JuLang (JL), apresentado em 2025, com alcance superior a 8.000 km, o que o classifica como um míssil balístico intercontinental. Este é o segundo teste desse tipo em dois anos, após o lançamento de um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) terrestre em setembro de 2024, também agendado com ogiva simulada e notificação prévia a países vizinhos.

Especialistas afirmam que o teste reforça a tríade nuclear chinesa, especialmente o papel dos submarinos estratégicos como plataforma mais segura para um contra‑ataque nuclear.

De acordo com a mídia asiática, a operação validou toda a cadeia desde a mobilidade subaquática, o lançamento submerso e a orientação de longo alcance, demonstrando que a China pode realizar ataques estratégicos a partir de qualquer ponto do Pacífico Ocidental.

O lançamento também ecoa o teste terrestre de 2024, mostrando que as capacidades estratégicas, tanto terrestres quanto navais, se complementam. A plataforma usada foi um submarino nuclear estratégico, possivelmente um modelo Type 094 ou uma versão mais avançada, seguindo o padrão chinês de só divulgar equipamentos já em operação.

Quanto ao míssil, os especialistas consideraram altamente provável que o teste tenha envolvido o JL‑3, ICBM de terceira geração lançado por submarino, com alcance estimado acima de 10.000 km, uma vez que ainda faltava um teste de trajetória quase completo para validar sua confiabilidade operacional.

A China afirma que o teste integra o treinamento anual da Marinha, cumpre o direito internacional e não tem como alvo nenhum país, embora tenha gerado preocupação no Japão, que pediu que Pequim reconsiderasse o lançamento.

Em resposta, os especialistas chineses defendem que o teste é transparente, defensivo e direcionado à proteção da soberania nacional. Para eles, as críticas externas são injustificadas, já que a China notificou previamente os países relevantes e contribuiu para o exercício de forma segura e profissional.

O governo chinês reforçou que o teste demonstra maturidade operacional, fortalece a dissuasão nuclear e envia ao mundo o conhecimento de que o país possui meios específicos para responder a ameaças. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, trata-se de uma atividade rotineira, não direcionada a terceiros, e conduzida dentro das normas internacionais.


Por Sputinik Brasil