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Mídia: Europa critica domínio verde da China e revela dilema na transição energética
Impacto das tecnologias renováveis chinesas gera debate entre ocidente e países em desenvolvimento.
Enquanto líderes europeus insistem na urgência de acelerar a transição para energia limpa e acessível, expressam simultaneamente sua desaprovação em relação à avalanche de painéis solares, turbinas eólicas e veículos elétricos de baixo custo fabricados por Pequim, que tornam essa transição viável, alerta a mídia asiática.
De acordo com o South China Morning Post, uma análise recente do think tank econômico Bruegel, com sede em Bruxelas, indica que as políticas industriais da China consolidaram sua posição como líder incontestável em tecnologias renováveis.
A escala da produção chinesa é percebida de maneiras opostas, dependendo da região. Segundo o estudo, enquanto algumas economias desenvolvidas a veem como uma ameaça direta aos seus mercados, inúmeros países em desenvolvimento a consideram uma oportunidade histórica para mitigar as mudanças climáticas.
Para essas últimas nações, os custos de produção ocidentais tornariam a descarbonização inviável financeiramente, fazendo das exportações baratas de Pequim um componente crucial da solução verde global.
Especialistas do setor consultados pela mídia sugerem que a pressão da indústria manufatureira chinesa mascara problemas estruturais de competitividade na Europa, caracterizados por altos custos de energia, lacunas tecnológicas e falta de investimento privado. A incapacidade das potências ocidentais de transformar medidas protecionistas e defensivas em uma verdadeira renovação industrial exacerba seu atraso em relação ao gigante asiático, afirma a publicação.
Nesse sentido, a apuração destaca que analistas concordam que o sucesso comercial da China não constitui uma violação dos princípios estabelecidos do comércio internacional. Pelo contrário, acrescentam, o desafio imediato para a economia global reside em decidir se essa tensão será administrada por meio da cooperação e de regras mútuas, ou se levará a uma maior fragmentação dos mercados globais.
Por Sputinik Brasil
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