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Coro do Papa faz 1ª turnê pelo Brasil com shows grátis; saiba quando e onde
Apresentações em várias cidades trazem 1.400 anos de música sacra.
O coro oficial do Vaticano iniciou, nesta semana, sua primeira turnê pela América Latina. A Cappella Musicale Pontificia 'Sistina' , conhecida como o 'Coro do Papa' e considerada a instituição coral mais antiga do mundo, com 600 anos de história, é responsável pelas músicas das principais celebrações no Vaticano, como ocorreu recentemente no conclave do Papa Leão XIV e no funeral do Papa Francisco.
Com apresentações em São Paulo (Catedral da Sé e Sala São Paulo), Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro, o repertório promete percorrer 1.400 anos de música sacra: começa no canto gregoriano dos séculos 7 e 8, passa pela polifonia de Giovanni Pierluigi da Palestrina e por compositores como Monsenhor Lorenzo Perosi , além dos contemporâneos Domenico Bartolucci e Giuseppe Liberto . Como surpresa, o grupo cantará uma música de um compositor local.
Os concertos terão entrada gratuita (veja a programação abaixo).
'O Brasil foi escolhido porque nós fomos convidados pelos cardiais e arcebispos dessas cidades para participarmos das comemorações pelos 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé', explica Monsenhor Marcos Pavan .
O brasileiro, que está à frente do coro desde 2019, é o primeiro maestro não italiano a dirigir a Cappella Musicale Pontificia 'Sistina' em toda a sua história. De acordo com ele, a figura de um diretor de coro ou de orquestra é recente na história da música. 'Isso começa no século XIX, com o período romântico, porque, até o classicismo, as orquestras e a coro eram dirigidas por um membro do próprio grupo - no caso da nossa capela, era o baixo mais antigo que mantinha o andamento da música', diz.
Assim como ele, há outros membros internacionais no grupo, que no Vaticano participam de todas as celebrações com o Papa. 'Temos o privilégio de acompanhar a vida da Igreja Romana em todos os seus momentos, não só nas missas que o Papa celebra normalmente nas solenidades, nos domingos, mas sobretudo nos momentos mais significativos', diz Monsenhor Marcos Pavan.
'Funerais, consistórios e conclaves fazem parte do nosso trabalho, mas a gente nunca se acostuma com isso. A música na liturgia não é apenas um acompanhamento musical, mas sim parte integrante da oração da igreja. Por isso, a nossa responsabilidade é grande e a gente sente que, através do serviço ao pontífice, prestamos um serviço para toda a igreja'.
- 3 de julho - Campinas | Catedral Metropolitana – 18h
- 5 de julho - São Paulo | Catedral da Sé – 13h
- 6 de julho - Curitiba | Capela Santa Maria – 19h30
- 9 de julho - Brasília | Catedral Metropolitana – 20h
- 10 de julho - Rio de Janeiro | Igreja Nossa Senhora da Paz (Ipanema) – 19h30
- 14 de julho - São Paulo | Sala São Paulo – 20h30
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