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São Paulo ganha museu aeroespacial com Santos Dumont, caças da 2ª Guerra e foguetes
Espaço abrange 96 mil m² e inclui réplicas históricas e simuladores de voo.
A Força Aérea Brasileira (FAB) inaugurou nesta sexta-feira (3) os primeiros espaços do Museu Aeroespacial Paulista (Mapa), instalado ao lado do aeroporto do Campo de Marte, na zona norte da capital paulista.
O complexo ocupa uma área total de 96 mil m², dentro do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (Pama-SP), no bairro de Santana. A primeira fase do projeto abrange 76 mil m² e tem custo orçado em R$ 55 milhões.
A gestão do espaço ficará a cargo da Associação do Museu Aeroespacial Paulista (Amapa). Visitas guiadas devem começar em 2027, com abertura ao público em geral prevista para 2028.
Dois prédios recebem visitantes já nesta sexta-feira: os pavilhões 1 e 5. O primeiro reúne réplicas do 14-Bis e do Demoiselle, aeronaves ligadas a Santos Dumont, ícone da aviação mundial.
O pavilhão 5 concentra o "Bar dos Pilotos", com simuladores de voo do A-29 Tucano, motores do caça AMX A-1 e o Curtiss Robin, avião de 1929 que é a peça mais antiga do acervo. O espaço também exibe um satélite de monitoramento da empresa finlandesa Iceye.
Do lado externo, o público encontra os caças F-5 e AMX A-1, além dos helicópteros Super Puma e Bell UH-1H. Para a inauguração, o museu reúne quatro caças históricos: o britânico Spitfire, o alemão Messerschmitt Bf-109, o americano Corsair e um MiG-21 russo que pertenceu à força aérea da Polônia.
O acervo deve chegar a cerca de 80 aeronaves civis e militares, segundo a FAB, incluindo aviões, helicópteros, mísseis e itens do programa aeroespacial brasileiro. Parte das peças, como um Constellation, virá em comodato do Museu Asas de um Sonho, atualmente sediado em Itu (SP).
O brigadeiro Rodrigo Fernandes Santos, responsável pelo pavilhão 1, estimou, em publicação oficial da FAB, que a conclusão total das obras ocorra até 2030.
O projeto prevê ainda prédio dedicado à era espacial, uma área para o público infanto-juvenil com jogos e experiências imersivas, atendimento especializado para visitantes com transtorno do espectro autista e um espaço batizado de Safari, com aeronaves Buffalo, Esquilo e Tucano.
No centro do complexo, um monumento com quatro aviões Tucano em formação de diamante terá a altura equivalente a um prédio de seis andares.
A identidade visual do museu conta com participação do artista urbano paulistano Gabriel Menezes, conhecido como Mena, autor de murais na capital.
O Mapa se soma ao Museu Aeroespacial (Musal), unidade da FAB sediada no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, que já preserva parte da história da aviação no país.
Por Sputinik Brasil
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