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Não é mensurável o impacto do acordo Mercosul-UE na balança comercial brasileira, diz Brandão

Diretor do Mdic destaca que benefícios do acordo ainda não podem ser quantificados.

Estadao Conteudo 03/07/2026
Não é mensurável o impacto do acordo Mercosul-UE na balança comercial brasileira, diz Brandão
O diretor de Planejamento e Inteligência Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Herlon Brandão - Foto: Reprodução / internet

Indagado se já há algum efeito do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) nos dados de comércio exterior, o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Médico, Herlon Brandão , afirmou que esse impacto ainda não é mensurável.

“É natural e esperado que os importadores da União Europeia - que são os agentes que vão se beneficiar do acordo, uma vez que importam os bens sem pagar tarifa - vão aderindo gradualmente a esse volume”, disse. “Tem uso, sim, do acordo já, mas não é mensurável, porque quem se beneficia é o importador da União Europeia”, argumentou.

"Para observar esses efeitos do acordo, temos que esperar mais um pouco para fazer um levantamento. O que a gente sabe é que já há relatos de empresas que estão se beneficiando disso, mas certamente tem uso já do acordo nos dois fluxos - de exportação e importação", completou.

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo entre os dois blocos comerciais entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, com a redução gradual de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE ao longo dos próximos anos.

As exportações de produtos brasileiros para a União Europeia subiram 32,4% em junho deste ano e somaram US$ 4,888 bilhões , ante US$ 3,418 bilhões em junho de 2025. As compras subiram 13,9% (somando US$ 4,708 bilhões , ante US$ 4,133 bilhões no mesmo mês do ano passado). A balança comercial com este bloco resultou num superávit de US$ 180 milhões no mês passado.

No período acumulado de janeiro a junho de 2026, em relação a igual período do ano anterior, as exportações para a União Europeia cresceram 12,8% e atingiram US$ 26.906 bilhões . As perdas caíram 0,4% e totalizaram US$ 24.263 bilhões . Consequentemente, neste período, a balança comercial com este bloco comercial apresentou superávit de US$ 2.643 bilhões .