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Síria pode ajudar nas negociações entre Israel e Hezbollah? Especialistas analisam papel de Damasco

Proposta de Trump sobre o papel da Síria reacende debate sobre a influência de Damasco no Líbano.

Sputnik Brasil 01/07/2026
Síria pode ajudar nas negociações entre Israel e Hezbollah? Especialistas analisam papel de Damasco
Especialistas discutem o papel da Síria nas negociações entre Israel e Hezbollah. - Foto: © telegram SputnikBrasil

Síria pode ajudar nas negociações entre Israel e Hezbollah? Especialistas analisam papel de Damasco. A proposta de Trump para que Damasco "lide com o Hezbollah" reacende o debate sobre a influência síria no Líbano e os limites de uma possível mediação. A ausência do Hezbollah nas negociações, a presença israelense no sul do Líbano e a fragilidade do governo libanês dificultam o avanço diplomático.

Ao podcast internacional da Sputnik Brasil, Muna Omram, internacionalista, avaliou que a fala de Trump surpreendeu por inserir a Síria em uma disputa da qual o país não participava diretamente. Segundo ela, Damasco enfrenta limitações internas e não dispõe hoje de capacidade militar ou diplomática para atuar como protagonista no conflito.

Para Omram, uma eventual entrada direta da Síria no confronto poderia comprometer os esforços de reconstrução do país após anos de guerra civil. "Trazer essa guerra para a conta da Síria nesse contexto não seria um bom negócio", afirmou, ressaltando que o governo sírio precisa lidar com grupos jihadistas e tensões envolvendo minorias, como drusos, alauítas e cristãos.

A professora também avalia que uma nova presença militar síria poderia reacender divisões sectárias no Líbano, país marcado por disputas entre grupos religiosos e por uma estrutura política baseada em equilíbrio confessional.

Já o internacionalista Adel Bakkour avalia que, embora militarmente a Síria "não tenha capacidade ou números para se meter fora do seu território", politicamente, "talvez, ela possa ajudar a resolver essa questão". "Eu acho que a Síria está tentando estar à mesma distância de todo mundo. Ela [seu governo] visitou os Estados Unidos, a Europa, a Rússia e os países do Golfo. O objetivo é mostrar que quer ser uma chave de negociação."