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Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,5% e sinaliza espaço para queda da gasolina
Redução reflete diminuição das cotações internacionais de petróleo, mas gasolina ainda não tem previsão de queda.
A Petrobras reduziu em 14,5% o preço de venda do querosene de aviação (QAV) às distribuidoras a partir desta terça-feira (1º). O reajuste, equivalente a R$ 0,81 por litro, representa o segundo corte consecutivo no combustível e reflete o recuo das cotações internacionais do petróleo após a diminuição das tensões no Oriente Médio.
Com a mudança, o preço do QAV nas refinarias da companhia passa a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro. Apesar da queda, o combustível ainda acumula alta de 40,5% em relação ao fim de 2025, equivalente a R$ 1,39 por litro.
Durante cerimônia de lançamento da Seleção Petrobras Cultural 2026, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a gasolina também acompanha o comportamento do mercado internacional, mas evitou antecipar uma redução imediata no preço do combustível.
Segundo a executiva, a Petrobras monitora continuamente a evolução das cotações externas, mas procura não repassar ao mercado brasileiro a volatilidade observada no cenário internacional.
"Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais sem internacionalizar a volatilidade. No caso da gasolina, é a mesma coisa", afirmou.
O governo federal também avalia retirar gradualmente o subsídio de R$ 0,44 por litro concedida à gasolina. Questionada sobre a possibilidade de a Petrobras reduzir o preço do combustível antes do fim desse benefício, Magda Chambriard afirmou que ainda é cedo para tratar do tema.
Queda reflete alívio após tensão no Oriente Médio
De acordo com a Petrobras, a redução no preço do querosene de aviação ocorre após a diminuição das pressões sobre o mercado internacional de petróleo.
As cotações haviam disparado durante o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, diante dos temores de interrupção do tráfego marítimo no estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. Com a redução das tensões e a retomada da circulação de navios petroleiros, o barril do Brent voltou a ser negociado próximo dos níveis registrados antes da crise.
Embora o Brasil seja produtor de petróleo, os preços dos combustíveis acompanham o comportamento do mercado internacional, já que petróleo e derivados são commodities negociadas globalmente.
Já na última terça (30), a Petrobras anunciou redução de R$ 0,3515 por litro no preço do diesel A vendido às distribuidoras. Simultaneamente, a companhia suspendeu um desconto temporário de igual valor concedido via medida provisória. Com isso, o preço médio do diesel comercializado pela estatal permaneceu em R$ 3,30 por litro.
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