Geral

Itália bloqueia compromisso da OTAN de manter ajuda militar à Ucrânia em 2027, diz jornal

Sputnik Brasil 01/07/2026
Itália bloqueia compromisso da OTAN de manter ajuda militar à Ucrânia em 2027, diz jornal
Foto: © Sputnik

Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não conseguiram chegar a um consenso sobre um compromisso de longo prazo para manter a ajuda militar à Ucrânia em 2027. As discussões ocorreram em meio às negociações preparatórias para a cúpula da aliança, prevista para os dias 7 e 8 de julho, em Ancara.

Porém, segundo a mídia alemã, a Itália se opôs à proposta durante a reunião de representantes dos países-membros em Bruxelas. As fontes diplomáticas relevaram ainda que há resistência à inclusão de um trecho que estabeleceria o compromisso dos aliados de manter, em 2027, "pelo menos um nível comparável" de assistência militar à Ucrânia.

A mídia revelou ainda que os membros da OTAN chegaram a um acordo para destinar 70 bilhões de euros (R$ 413 bilhões) em apoio militar a Kiev em 2026, mas as divergências impediram um entendimento sobre a manutenção dos recursos no próximo ano. E foi justamente a Itália que bloqueou a formalização desse compromisso, acrescenta a publicação.

Os Estados Unidos, por sua vez, impediram a inclusão, no projeto da declaração final, de uma referência à "ligação inseparável" entre a segurança da Ucrânia e a da Europa. Como resultado, o texto passou a conter apenas a formulação de que "a Ucrânia contribui para a segurança transatlântica".

Uma nova rodada de negociações entre representantes dos países da OTAN sobre o texto da declaração está prevista para a próxima quinta (2). A Rússia sustenta que o fornecimento de armamentos à Ucrânia dificulta uma solução para o conflito, envolve diretamente os países da aliança e representa uma "brincadeira com fogo".

Já o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou anteriormente que qualquer carregamento contendo armas destinadas à Ucrânia seria considerado um alvo legítimo para as forças russas. O Kremlin também argumenta que o envio contínuo de armamentos ocidentais a Kiev não favorece as negociações e terá efeitos negativos.


Por Sputinik Brasil