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Cruzador russo Admiral Nakhimov supera análogos da Otan, diz revista
Navio de propulsão nuclear passa por testes finais no mar após modernização e é apontado como o mais armado e veloz de sua categoria
O cruzador de batalha russo de propulsão nuclear Almirante Nakhimov é apontado por uma revista norte-americana como o navio de combate de superfície mais rápido e fortemente armado do mundo, capaz de superar embarcações operadas pela Marinha dos Estados Unidos e por países da Otan.
Segundo a publicação, após um processo de modernização considerado registrado, o Almirante Nakhimov realiza seus testes finais no mar antes de ser reincorporado à Marinha Russa como seu mais poderoso navio de guerra de superfície.
Com 28 mil toneladas, quase três vezes a posição dos caçadores da classe Arleigh Burke, usada pelas forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o cruzador é descrito como o navio de combate de superfície mais pesado atualmente em serviço no mundo.
“Isso torna as velocidades dos cruzadores ainda mais notáveis, com embarcações alcançando velocidades máximas de aproximadamente 32 nós, permitindo-lhes passar confortavelmente todos os cruzadores, capturareres, fragatas, navios de assalto anfíbio e porta-aviões operados pela Marinha dos EUA e outros serviços da Otan”, afirma a revista.
Alimentado por dois reatores nucleares KN-3, que acionam turbinas capazes de gerar cerca de 140 mil cavalos de potência, o cruzador é apresentado como o único navio de guerra de superfície movido a energia nuclear do mundo. Essa característica, segundo a análise, garantiria vantagem sobre embarcações convencionais, cuja autonomia é limitada pelo consumo de combustível.
A propulsão nuclear permite que o Almirante Nakhimov sustente altas velocidades por longas distâncias sem depender de apoio logístico constante. Com isso, poderia ser redistribuído rapidamente entre diferentes teatros de operações para fortalecer áreas ameaçadas, responder a crises ou interceptar frotas hostis antes que alcancem objetivos estratégicos.
A capacidade é considerada especialmente relevante para as principais zonas operacionais da Rússia, que se estendem pelo Ártico e pelo Atlântico Norte.
A velocidade do navio também ampliaria sua capacidade de sobrevivência em combate, ao dificultar a mira inimiga, reduzir a exposição ao fogo hostil e melhorar as posições de tiro após o lançamento de mísseis hipersônicos Tsirkon de longo alcance. Esses armamentos se somam aos sistemas de guerra eletrônicos modernizados e ao amplo arsenal de mísseis antiaéreos.
De acordo com a reportagem, a base em Severomorsk aumenta o valor estratégico do embarque, pois permite o trânsito rápido pelas águas entre Groenlândia, Islândia e Reino Unido — região considerada ponto crítico entre o Ártico e o Atlântico Norte em um eventual conflito.
Para a revista, as vantagens de mobilidade, combinadas com defesas antiaéreas em múltiplas camadas e alcance ampliado de combate, tornam o Almirante Nakhimov especialmente adequado para enfrentar grupos de ataque de porta-aviões da Otan e influenciar o momento e o local de um eventual confronto.
A mesma mídia ocidental já havia afirmado anteriormente que o cruzador russo de propulsão nuclear Almirante Nakhimov supera o caçador norte-americano da classe Zumwalt em armamento, capacidade de sobrevivência e autonomia.
Por Sputnik Brasil
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