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Casa do Autista transforma rotinas e renova esperanças de famílias em Maceió; saiba como ter acesso

Mães e familiares relatam acolhimento, cuidado especializado e avanços no desenvolvimento de crianças e adolescentes com TEA

Prefeitura de Maceió 30/06/2026
Casa do Autista transforma rotinas e renova esperanças de famílias em Maceió; saiba como ter acesso
Casa do Autista oferece acolhimento e terapias especializadas a crianças e adolescentes com TEA em Maceió - Foto: David Silas/Ascom Maceió Saúde

Para muitas famílias de Maceió, a Casa do Autista tem representado mais do que o acesso a terapias especializadas. O espaço se consolida como um local de acolhimento, desenvolvimento e esperança, com uma equipe multiprofissional preparada para atender crianças e adolescentes com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e oferecer suporte às famílias que enfrentam, diariamente, os desafios da inclusão e do cuidado.

Entre as mães que acompanham de perto os avanços dos filhos está Gláucia Nascimento, que tem três crianças autistas atendidas na unidade. Para ela, a chegada da Casa do Autista representou uma mudança significativa na rotina da família. “Foi um avanço enorme para a gente, que é pai e mãe. Uma alegria imensa ter essa possibilidade de evolução para eles. Meus filhos gostaram bastante daqui. Para crianças que têm dificuldade de socializar, conversar e até aceitar um atendimento, encontrar um ambiente acolhedor faz toda a diferença. Eles ficam ansiosos para vir para a Casa do Autista, e isso me deixa muito feliz”, afirmou.

Gláucia destaca especialmente a evolução da filha, que não é verbal e necessita de maior apoio. “Percebi que ela conseguiu se desenvolver mais no tempo em que está aqui. A tentativa de comunicação é mais funcional, ela presta mais atenção nas coisas, é mais focada. A projetada também melhorou bastante. Já os outros dois, que tinham mais dificuldade de socializar, estão interagindo mais. Ver meus filhos querendo estar em um ambiente onde antes evitavam qualquer contato social é algo muito importante para nossa família”, contou, emocionado.

A experiência de acolhimento também marcou a trajetória de Karolayne Nobre, mãe de uma criança de cinco anos. Após anos em busca de acesso a terapias, ela encontrou na Casa do Autista o suporte que procurava. “Passei quatro anos procurando terapia para o meu filho. A Casa do Autista me acolheu. Hoje ele iniciou o acompanhamento e eu estou muito feliz. É um espaço organizado, acolhedor e com profissionais extremamente preparados. Em outros lugares, ele não foi recebido da forma como foi aqui. E eu também me senti acolhida”, disse.

O cuidado oferecido pela unidade vai além dos atendimentos destinados às crianças. As famílias também encontram apoio emocional e orientação para lidar com os desafios do cotidiano. É o caso de Ancier Maria, que destaca a importância do suporte recebido. "O apoio que estou tendo aqui é muito importante. Passei pela psicóloga, algo que nunca tinha feito antes, e gostei muito. Para mim, isso é uma verdadeira rede de apoio. Estou recebendo orientação e fortalecendo meu trabalho com meu filho. Faz toda a diferença ter esse acompanhamento", disse.

Estruturada para oferecer atendimento completo e integrado, a Casa do Autista disponibiliza serviços de neuropediatria, psiquiatria infantil, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, psicopedagogia, pedagogia, educação física adaptada, nutrição, enfermagem e assistência social. A unidade também conta com terapias especializadas, como musicoterapia e aquaterapia, ampliando as possibilidades de desenvolvimento dos pacientes.

"Trabalhamos para oferecer uma assistência planejada, integrada e humanizada, capaz de atender às necessidades de cada criança e adolescente, mas também de suas famílias. Quando ouvimos relatos de mães que percebem avanços na comunicação, na socialização e na autonomia dos filhos, temos a certeza de que estamos cumprindo nossa missão", afirmou a diretora-geral da Casa do Autista, Fabiana Lisboa.

A gestão da unidade é realizada pela Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos voltada à modernização e à eficiência da gestão das unidades municipais de saúde. Uma instituição já acumula resultados expressivos à frente do Hospital da Cidade, que se consolida como referência regional em qualidade assistencial, com processos mais padronizados, uso eficiente de recursos e fortalecimento da cultura de segurança do paciente.

Para a diretora-presidente da Maceió Saúde, Camila Porciúncula, o principal objetivo da Casa do Autista é garantir um atendimento humanizado e baseado em evidências, colocando as famílias no centro do cuidado.

“A Casa do Autista nasceu para ser um espaço de acolhimento, desenvolvimento e inclusão. A experiência acumulada pela Maceió Saúde na gestão de serviços públicos de saúde contribui para a consolidação da unidade como referência no atendimento especializado. Temos o compromisso de aplicar os mesmos princípios que vêm fortalecendo o Hospital da Cidade, como qualidade assistencial, eficiência, segurança e valorização das equipes. Nosso foco é garantir que cada usuário receba um atendimento digno, acolhedor e capaz de gerar resultados concretos em sua qualidade de vida”, ressaltou.

Como ter acesso

O acesso aos serviços da Casa do Autista começa com a organização da documentação e a entrega no Setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, localizado na Avenida Fernandes Lima, 2335, no bairro Farol. Entre os documentos necessários estão RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência, encaminhamento médico da criança ou adolescente e documentos do responsável legal.

Após a abertura do processo, a equipe técnica do setor de autismo realiza a análise e a regulação dos casos. Tem prioridade pessoas que ainda não estão inseridas na rede pública de saúde, como os Centros Especializados em Reabilitação (CER) ou outros serviços contratualizados, além daquelas que aguardam na fila da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.

Os encaminhamentos são feitos de forma gradual, respeitando critérios técnicos e de prioridade. Quando a demanda ultrapassa a capacidade de atendimento, os usuários permanecem em fila de espera.