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Crises na pré-campanha de Flávio Bolsonaro reforçam vantagem de Lula na Faria Lima, diz mídia
Tropeços recentes, atritos no PL e novas pesquisas mudaram o humor de executivos do mercado, que passaram a considerar com mais força a hipótese de um novo mandato petista.
Executivos da Faria Lima passaram a enxergar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como favorito diante dos recentes tropeços na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo avaliação publicada por um portal de notícias brasileiro.
Embora o cenário político ainda possa mudar até outubro, o humor do mercado financeiro já sofreu uma inflexão. A aposta em alternativas de terceira via, como Ronaldo Caiado (PSD), perdeu força diante da instabilidade no campo bolsonarista.
De acordo com a publicação, a turbulência cresceu após o conflito no Ceará, envolvendo a articulação do Partido Liberal (PL) com Ciro Gomes (PSDB) e a disputa por uma vaga ao Senado. A divergência entre Michelle Bolsonaro, que apoiava Priscila Costa (PL), e Flávio, que defendia Alcides Fernandes (PL), expôs fissuras internas e ampliou o desgaste do senador.
A crise ganhou dimensão pública quando Michelle divulgou um vídeo afirmando ter sido desrespeitada pelo enteado. O episódio atingiu um ponto sensível da pré-campanha de Flávio: sua relação com o eleitorado feminino. Figura central do PL Mulher, Michelle exerce influência relevante nesse segmento, e o atrito fragilizou a imagem de unidade do grupo.
Além das tensões familiares e partidárias, Flávio já enfrentava desgaste decorrente do caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Compliance Zero. Levantamento AtlasIntel/Bloomberg registrou queda do senador após a divulgação de áudios e mensagens, com impacto em cenários de primeiro e segundo turno.
Outra pesquisa, do Meio/Ideia, apontou que 57% dos entrevistados acreditam que o episódio prejudica a campanha do senador. O resultado reforça a percepção de que o caso comprometeu a ideia de renovação e ampliou a resistência entre setores moderados, um desafio estratégico para sua viabilidade eleitoral.
Segundo a apuração, na Faria Lima, centro financeiro do país em São Paulo, o acúmulo de reveses levou a um ajuste de expectativas. Executivos que buscavam alternativas tanto a Lula quanto ao bolsonarismo agora consideram com mais seriedade a possibilidade de um quarto mandato petista, deslocando o foco para como seria uma nova gestão e quem ocuparia posições-chave no governo.
A mudança de humor não significa adesão ao presidente, mas um reconhecimento pragmático de que Lula atravessa o momento com mais estabilidade do que seu principal adversário à direita.
Enquanto Flávio tenta conter danos e reorganizar sua pré-campanha, Lula se beneficia da fragmentação oposicionista e da ausência de uma alternativa competitiva de centro.
Por Sputnik Brasil
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