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Paquistão realiza ataques aéreos letais na fronteira com o Afeganistão

Islamabad afirma que operações miraram militantes ligados a ataque em Karachi; governo afegão relata dezenas de civis mortos e feridos

Sputnik Brasil 29/06/2026
Paquistão realiza ataques aéreos letais na fronteira com o Afeganistão
Ataques aéreos elevam tensão entre Paquistão e Afeganistão na região de fronteira - Foto: © AP Photo / Siddiqullah Alizai

O Paquistão afirmou neste domingo (28) que pelo menos 25 pessoas foram mortas em ataques aéreos contra militantes no leste do Afeganistão. O governo afegão, por sua vez, estimou em dezenas o número de civis mortos e feridos.

O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, disse que as operações tiveram como alvo um grupo que Islamabad responsabiliza por um ataque ocorrido no fim de semana na cidade portuária de Karachi, no sul do país. A ação resultou na morte de três soldados paquistaneses.

Os bombardeios representam mais um episódio da escalada de violência entre os dois países, cuja relação permanece instável desde o retorno do Talibã ao poder, em 2021. A ofensiva ocorre após semanas de confrontos iniciados em fevereiro.

Segundo as autoridades paquistanesas, as forças de segurança mataram três militantes e prenderam um suspeito, identificado como cidadão afegão. Ele seria integrante do Jamaat-ul-Ahrar, facção dissidente do Talibã paquistanês, que assumiu a responsabilidade pelo ataque em Karachi em comunicado divulgado na noite de sábado.

O conflito entre os dois países se arrasta desde outubro de 2025, com períodos intermitentes de cessar-fogo, mas sem um acordo definitivo para estabilizar a fronteira. O Paquistão acusa Cabul de abrigar terroristas, acusação negada pelas autoridades afegãs.

Em 26 de fevereiro, o Afeganistão iniciou uma operação militar contra forças paquistanesas ao longo da Linha Durand, fronteira não reconhecida por Cabul entre os dois países, em resposta a bombardeios da Força Aérea do Paquistão em território afegão. Islamabad afirmou que também abriu fogo e, posteriormente, declarou estar em “guerra aberta” com o Afeganistão.

Por Sputnik Brasil