Geral
Irã alerta que interferência no estreito de Ormuz pode elevar tensões
Chanceler Abbas Araghchi afirmou que tentativas de impor regras externas à navegação podem atrasar a reabertura da rota estratégica.
O Irã advertiu que qualquer interferência na administração do estreito de Ormuz poderá agravar as tensões e atrasar a reabertura da rota marítima. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, após os recentes confrontos armados com os Estados Unidos.
“Qualquer interferência nesta questão ou qualquer tentativa de impor um regime separado [para a navegação] complicará ainda mais a situação, atrasará a reabertura do estreito de Ormuz e aumentará as tensões”, afirmou Araghchi durante entrevista coletiva ao lado do chanceler iraquiano, Fuad Hussein.
Segundo o ministro iraniano, conforme o memorando assinado em Islamabad, uma vez superados os obstáculos, o estreito de Ormuz deverá retornar, em até 30 dias, à capacidade de trânsito anterior ao conflito. O controle da rota permanecerá exclusivamente sob responsabilidade do Irã, que assumirá a implementação do acordo.
Araghchi disse ainda que Teerã insta todas as partes a respeitarem o memorando e a se absterem de qualquer interferência no processo de reabertura e administração do estreito.
O chanceler também ressaltou que o Irã segue comprometido com o desenvolvimento das relações estratégicas com o Iraque nas áreas econômica, política e de segurança.
Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, denunciou nas redes sociais um suposto ataque com drones realizado pelo Irã contra embarcações no estreito de Ormuz. Segundo ele, a ação teria danificado um navio mercante. Trump classificou o episódio como uma “violação insensata” do cessar-fogo bilateral.
Em resposta, Washington informou ter bombardeado alvos em território iraniano em retaliação ao suposto ataque na região. O Irã, por sua vez, reagiu com ataques contra posições de tropas norte-americanas no Oriente Médio.
Esta é pelo menos a segunda troca de ataques entre Estados Unidos e Irã desde que os presidentes dos dois países assinaram separadamente um memorando de entendimento, na noite de 17 para 18 de junho, com o objetivo de encerrar mais de três meses de hostilidades e abrir caminho para negociações sobre um acordo definitivo.
De acordo com o memorando, os Estados Unidos se comprometeram a suspender o bloqueio naval contra o Irã em 30 dias e a retirar suas forças estacionadas perto do país persa assim que o acordo final for assinado. O entendimento deve ser negociado em 60 dias e ratificado por uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.
Pelo acordo, o Irã se comprometeu a facilitar, gratuitamente por 60 dias, a passagem segura de navios mercantes pelo estreito de Ormuz. Teerã também deverá dialogar com Omã e os Estados do golfo Pérsico para regulamentar a futura administração e os serviços marítimos nessa via navegável, considerada crucial para o comércio internacional.
Mais lidas
-
1ALARME FALSO
'Misantropia': sistema da Defesa Civil é invadido e dispara mensagem falsa em várias cidades
-
2LOTERIAS
Horário da Quina de São João: veja como acompanhar o resultado
-
3INFRAESTRUTURA
Governo inaugura duplicação da AL-110 entre Arapiraca e São Sebastião
-
4EVENTO
Arapiraca sediará evento internacional que reúne pesquisadores do Brasil e do exterior
-
5ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas