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Área técnica da Aneel estima alta de 10,18% na conta de luz para consumidores da Enel SP

Estadao Conteudo 26/06/2026
Área técnica da Aneel estima alta de 10,18% na conta de luz para consumidores da Enel SP
Área técnica da Aneel estima alta de 10,18% na conta de luz para consumidores da Enel SP - Foto: Reprodução

A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) calcula alta média de 10,18% na conta de luz para os consumidores da Enel São Paulo, no âmbito do processo de Reajuste Tarifário Anual de 2026 da distribuidora. A votação na diretoria será na próxima terça-feira, 30. Quando aprovado, o novo patamar valerá a partir de 4 de julho de 2026.

Na divisão por grupos de clientes, o aumento projetado é de 15%, em média, para os consumidores conectados em alta tensão, como indústrias e grandes empresas. Por outro lado, a elevação estimada é de 8,97%, em média, para aqueles conectados em baixa tensão, que contemplam os consumidores residenciais, rurais, pequenos comércios e pequenos setores.

A parte dos componentes financeiros é o fator de maior pressão para essa alta tarifa estimada. Isso porque houve aumento dos custos referentes aos contratos de comercialização e transporte de energia, embora os créditos tributários tenham sido aliviados em parte essa conta. Da alta de 10,18%, 6,46 pontos percentuais são referentes à parcela de negócios.

As tarifas setoriais, bem como o custo na aquisição e transmissão de energia, são fatores complementares de pressão para o aumento. Outro componente é a chamada Parcela B, que representa 0,37 ponto percentual na alta de 10,18%. Este último componente reúne os custos com as atividades de operação, manutenção, investimento e taxas de transporte na distribuição de energia.

A Enel SP está sediada na cidade de São Paulo (SP) e atende aproximadamente 8,92 milhões de unidades consumidoras. O consumo de energia elétrica representa atualmente um faturamento anual na ordem de R$ 23,57 bilhões, segundo dados da Aneel. A empresa enfrenta, atualmente, risco de recomendação de caducidade após processos referentes à qualidade do serviço de energia diante de eventos climáticos.