Geral
De la Espriella e Cepeda disputam a Presidência da Colômbia
Mais de 41 milhões de eleitores estão aptos a votar em segundo turno marcado por reforço na segurança, denúncias de pressão e desconfiança entre as campanhas.
Os colombianos vão às urnas para escolher o novo presidente entre o ex-congressista e ativista pela paz Iván Cepeda e o advogado e empresário oposicionista Abelardo de la Espriella. Embora as autoridades eleitorais assegurem a transparência do processo, declarações recentes dos candidatos alimentaram dúvidas sobre a disposição do derrotado em reconhecer o resultado.
Mais de 41 milhões de colombianos estão aptos a votar para eleger o próximo presidente, que tomará posse em 7 de agosto e permanecerá no cargo até 2030.
Assim como no primeiro turno, as 122.020 seções eleitorais instaladas em todo o país funcionarão das 8h às 16h, no horário local — das 10h às 18h, pelo horário de Brasília. Também haverá votação em consulados no exterior, onde cerca de 1,4 milhão de colombianos estão habilitados a participar. Em todos os casos, os eleitores devem marcar sua opção na cédula com as fotos dos dois candidatos à Presidência.
Nas últimas semanas, a campanha foi marcada por relatos de ameaças a cidadãos para impedir o voto, além de denúncias de coerção, com funcionários supostamente pressionados por empresas a não votar ou a apoiar determinado candidato. O presidente Gustavo Petro afirmou, por meio das redes sociais, que 400 empresas no país foram denunciadas por esse tipo de prática.
O Ministério da Defesa mobilizou a Operação Democracia 2026, que, como no primeiro turno, envolverá mais de 400 mil pessoas, entre militares e policiais, em toda a Colômbia. O objetivo é garantir que a votação transcorra sem incidentes.
Tanto a Registraduría Nacional quanto o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) esperam divulgar os resultados oficiais entre uma e duas horas após o fechamento das urnas, por volta das 17h ou 18h no horário local — 19h ou 20h em Brasília — deste domingo (21).
Após o primeiro turno, encerrado sob alertas de possíveis irregularidades levantados tanto pelo presidente Petro quanto pelo candidato Cepeda, o CNE afirmou que o sistema eleitoral colombiano conta com salvaguardas suficientes para prevenir fraudes. O órgão destacou a atuação de mais de 260 mil fiscais partidários e o envio da “maior missão internacional de observação eleitoral de sua história” para o segundo turno presidencial.
Apesar disso, os últimos dias de campanha foram marcados por desconfiança mútua entre os candidatos, impulsionada pelo temor de que o perdedor se recusasse a reconhecer a derrota. De la Espriella chegou a sugerir que as Forças Armadas deveriam intervir caso o presidente Petro questionasse os resultados.
Pesquisas recentes apontam De la Espriella com vantagem sobre Cepeda. O último levantamento do Centro Nacional de Consultoria (CNC), publicado pelo jornal Cambio, mostra De la Espriella com 48,7% das intenções de voto, contra 44,7% de Cepeda. Outro estudo, das consultorias Guarumo e Ecoanalítica, divulgado pelo jornal El Tiempo, indica que 52,6% dos colombianos votariam em De la Espriella, enquanto 45% escolheriam Cepeda.
Ainda assim, Cepeda afirma ter revertido a tendência nos últimos dias, com a conquista de apoios importantes no centro político, como o da ex-prefeita de Bogotá Claudia López. Impulsionado pelo novo slogan, “Estou totalmente comprometido com a vida”, o candidato também busca atrair os 17,5 milhões de colombianos que não votaram no primeiro turno.
Por Sputnik Brasil
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