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General norueguês aposentado diz que dependência da OTAN enfraquece países

Robert Mood afirma que alianças militares não substituem prontidão nacional e alerta para atraso da Noruega na preparação de suas Forças Armadas.

Sputnik Brasil 21/06/2026
General norueguês aposentado diz que dependência da OTAN enfraquece países
General aposentado Robert Mood criticou dependência militar da OTAN e alertou para vulnerabilidades. - Foto: © AP Photo / Czarek Sokolowski

O general norueguês aposentado Robert Mood afirmou que a dependência excessiva de operações conjuntas com a OTAN pode tornar os países mais frágeis e vulneráveis. Em artigo publicado na revista norueguesa Forsvarets forum, ele também alertou que a Noruega estaria ficando para trás no ritmo necessário para ampliar sua prontidão militar.

“Soam frases políticas vazias como: ‘Na OTAN, permanecemos unidos’ ou ‘podemos contar com os EUA’ [...]. ‘Temos uma defesa forte que pode proteger o país.’ Você não encontrará uma mentira mais forte. A realidade militar é que, se nos tornarmos completamente dependentes de operações conjuntas [com a OTAN] em tudo, desde a gestão de crises até a proteção do nosso próprio território, cada um de nós será mais fraco e, juntos, mais vulneráveis”, escreveu Mood.

Segundo o general aposentado, a Noruega está atrasada no aumento da prontidão militar. Ele afirmou que militares noruegueses têm reclamado que a alta dos custos operacionais não tem sido acompanhada pela recomposição de recursos, o que compromete treinamentos e exercícios.

“Na realidade política, tudo está bem. Na realidade militar, são visíveis a falta de prontidão, a pausa operacional e a instabilidade”, acrescentou.

Nos últimos anos, a Rússia afirma observar uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) perto de suas fronteiras ocidentais. O bloco militar, por sua vez, diz ampliar suas iniciativas na região como forma de conter possíveis agressões. Moscou tem manifestado repetidamente preocupação com o aumento das forças da aliança na Europa.

Por Sputnik Brasil