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Parlamentares europeus temem sanções por contatos com a Rússia, diz eurodeputado
Parte dos membros do Parlamento Europeu evita expor publicamente seus contatos com a Rússia por receio de sofrer sanções ou outras consequências políticas, afirmou em entrevista à Sputnik o eurodeputado de Luxemburgo Fernand Kartheiser.
"Essas pessoas correm o risco de serem submetidas a sanções. E eu quero evitar isso a qualquer custo", declarou o parlamentar.
Segundo Kartheiser, esse é o motivo pelo qual ele evita revelar os nomes de outros eurodeputados que mantêm contatos com representantes russos. O político luxemburguês afirmou ainda que diversos líderes europeus enfrentam pressões em razão de suas posições em relação à Rússia.
"Sei que eles estão sob pressão e que são ameaçados com consequências", disse.
De acordo com o parlamentar, alguns colegas se aproximam dele em privado para manifestar apoio às suas posições, mas evitam fazê-lo publicamente. "'Estamos do seu lado, mas não podemos dizer isso', é o que alguns deles me dizem", afirmou.
Na avaliação de Kartheiser, esse ambiente faz com que parte dos deputados prefira não se pronunciar abertamente sobre as relações entre a União Europeia e a Rússia.
Apesar disso, ele se mostrou convencido de que, caso alguns governos europeus alterem suas posições, muitos membros do Parlamento Europeu passarão a apoiar a normalização das relações com Moscou.
Na última quinta (18), a mídia europeia revelou que possibilidade de abrir negociações com a Rússia expôs divergências entre os líderes do bloco, que se dividiram em dois grupos sobre a melhor forma e o momento adequado para iniciar um diálogo com Moscou.
Conforme as publicações, os contatos entre a UE e a Rússia nas últimas semanas foram limitados e não trataram de temas centrais, mas evidenciaram que o bloco possui interesses que "precisam ser protegidos".
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou anteriormente que vem discutindo com os líderes europeus a preparação para futuras negociações com Moscou, quando as condições forem consideradas adequadas.
Do outro lado, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, se posicionaram contra a abertura de contatos nesse momento. Ambos defendem que ainda não é hora de iniciar um diálogo com o Kremlin e que, quando isso ocorrer, a iniciativa deverá ser conduzida pela chamada "eurotroika", composta por França, Alemanha e Reino Unido.
Por Sputinik Brasil
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