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Trump nega queda de popularidade nos EUA e defende retorno da Rússia ao G8

Presidente americano classificou pesquisas desfavoráveis como “falsas” e afirmou que venceria qualquer democrata por ampla margem

Estadao Conteudo 19/06/2026
Trump nega queda de popularidade nos EUA e defende retorno da Rússia ao G8
Trump - Foto: © AP Photo / Jacquelyn Martin

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a avaliação de que esteja perdendo influência política em seu segundo mandato e afirmou que mantém índices elevados de aprovação. Em entrevista ao programa The Axios Show, nesta sexta-feira, 19, o republicano classificou como “falsos” os levantamentos que indicam enfraquecimento de sua posição política.

Questionado sobre o ciclo tradicional de presidentes em segundo mandato, que costumam enfrentar queda de popularidade e perda de poder após as eleições de meio de mandato, Trump disse que esse cenário não se aplica ao seu governo. “Tenho ótimos números nas pesquisas”, afirmou. “Eu venceria qualquer candidato democrata por 25 pontos.”

O presidente também declarou que ainda não considera seu governo em fase final. Segundo ele, restam mais de dois anos e meio de mandato, período em que pretende implementar projetos de grande impacto antes de deixar a Casa Branca.

Na mesma entrevista, Trump elogiou o presidente da França, Emmanuel Macron, pela organização da recente cúpula do G7. De acordo com o republicano, o líder francês fez um “trabalho fantástico” como anfitrião do encontro e conduziu um evento sem atritos entre os participantes.

Ao comentar a composição do grupo, Trump voltou a defender o retorno da Rússia ao fórum, que era conhecido como G8 antes da exclusão de Moscou, em 2014, após a anexação da Crimeia. “Eles deveriam ter mantido o G8”, afirmou.

Na avaliação de Trump, a permanência da Rússia no grupo poderia ter evitado o conflito entre Moscou e Kiev. “Provavelmente vocês não teriam a guerra entre Rússia e Ucrânia se tivessem feito isso”, disse, atribuindo a retirada do país do bloco principalmente ao ex-presidente dos EUA Barack Obama.