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Durigan defende acordo na PEC do Banco Central e busca diálogo com Galípolo

Ministro da Fazenda afirma que pretende reabrir o debate sobre a proposta que amplia a autonomia orçamentária e financeira da autoridade monetária

Estadao Conteudo 19/06/2026
Durigan defende acordo na PEC do Banco Central e busca diálogo com Galípolo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a defender, nesta sexta-feira, 19, ajustes na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que prevê autonomia orçamentária e financeira para o Banco Central. Em entrevista ao Jota, ele afirmou que pretende “reabrir o debate” com o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Depois de mais de dois anos parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a PEC foi aprovada pelo colegiado no último dia 10. A votação representou uma vitória para a cúpula do Banco Central, que defende o texto, e uma derrota para a equipe econômica, que aponta problemas na proposta. Um dos pontos questionados é a possibilidade de os fluxos entre a autoridade monetária e o Tesouro Nacional passarem a ser contabilizados no resultado primário.

Apesar das críticas, Durigan afirmou que não pretende atuar para derrubar a matéria no plenário do Senado. “Não é frear, é apresentar um texto que tenha acordo, que seja discutido”, declarou o ministro. Ele também destacou ser favorável ao fortalecimento do Banco Central, especialmente para evitar que casos como o do Banco Master se repitam.

O ministro defendeu o fortalecimento institucional da autoridade monetária por meio de orçamento adequado, ganhos de sistema, proteção ao Pix e contratação de pessoal. Segundo Durigan, no entanto, as dificuldades enfrentadas pelo Banco Central são semelhantes às de agências reguladoras. Ele atribuiu ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro o sucateamento da autoridade monetária, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e de outros órgãos.