Geral
Índice de estoques da FecomercioSP fica estável em junho
Indicador marcou 109 pontos, mas entidade acende alerta para o aumento da parcela de varejistas com mercadorias acima do adequado.
O Índice de Estoques (IE) do comércio varejista paulistano registrou estabilidade em junho, ao marcar 109,0 pontos, informou a FecomercioSP. Em relação a junho de 2025, o indicador apresentou queda de 2%.
A parcela de empresas que afirmaram estar com mercadorias acima do adequado subiu pelo terceiro mês consecutivo, passando de 25,4% em maio para 25,8% em junho. O resultado é o maior desde abril de 2025 e fica 1,6 ponto porcentual acima do observado em junho do ano passado.
Elaborado mensalmente pela entidade, o índice varia de 0, que representa inadequação total, a 200 pontos, que indica adequação total dos estoques.
Apesar da estabilidade do indicador geral, a FecomercioSP aponta uma mudança na percepção dos empresários sobre a composição dos estoques.
“Embora essa proporção permaneça abaixo da média histórica, liga-se o sinal de alerta, já que o excesso de mercadorias nas prateleiras preocupa em momentos de juros elevados”, afirmam os técnicos da entidade.
Segundo a FecomercioSP, a elevação pode refletir tanto uma preparação para datas comemorativas relevantes, como Dia das Mães e Dia dos Namorados, quanto indicar uma desaceleração mais intensa das vendas.
Por outro lado, a parcela de empresas que relataram falta de mercadorias nas prateleiras recuou pelo quinto mês consecutivo, de 19,7% em maio para 19,3% em junho. De acordo com a entidade, esse componente vinha refletindo, desde o ano passado, dificuldades de reposição, possivelmente associadas ao acesso a capital de giro e crédito junto a fornecedores.
Em junho, o porcentual de empresas com falta de mercadorias ficou 0,8 ponto porcentual abaixo do apurado no mesmo mês de 2025.
Já a proporção de empresas com estoques adequados permaneceu estável, em 54,1%, mas ficou 1,4 ponto porcentual abaixo do resultado registrado em junho do ano passado.
A FecomercioSP avalia que as últimas edições da pesquisa mostram a dificuldade do varejo em equilibrar os estoques. Após um período em que as vendas de fim de ano reduziram o porcentual de empresas com excesso de mercadorias e elevaram a percepção de desabastecimento, o movimento mais recente se inverteu, com avanço do grupo que aponta estoques elevados.
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