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China reduz títulos dos EUA ao menor nível em 18 anos, diz mídia

Movimento ocorre em meio à diversificação das reservas internacionais chinesas e ao aumento das tensões geopolíticas

Sputnik Brasil 19/06/2026
China reduz títulos dos EUA ao menor nível em 18 anos, diz mídia
China reduz posição em títulos do Tesouro dos EUA em meio a tensões geopolíticas globais - Foto: © AP Photo / EyePress

Em um cenário de instabilidade geopolítica, a China reduziu sua participação em títulos do Tesouro dos Estados Unidos ao menor nível em 18 anos, segundo o jornal chinês South China Morning Post.

De acordo com a publicação, investidores chineses diminuíram suas posições em papéis do Tesouro norte-americano de US$ 652,3 bilhões, cerca de R$ 3,36 trilhões, em março, para US$ 651,1 bilhões, aproximadamente R$ 3,36 trilhões, em abril.

O jornal afirma que, em abril, a China reduziu suas participações em títulos do Tesouro dos EUA ao menor patamar em 18 anos, à medida que manteve a estratégia de diversificar suas reservas internacionais diante da intensificação das tensões geopolíticas e das crescentes preocupações sobre a independência do Federal Reserve, o banco central norte-americano.

Segundo o material, o movimento ocorre em um contexto de fragilidade nas relações internacionais. Em abril, a trégua entre os EUA e o Irã foi abalada por repetidas violações do cessar-fogo e por negociações diplomáticas estagnadas, o que ampliou as preocupações com a estabilidade global e com os riscos de estagflação.

Anteriormente, o analista político chinês Nelson Wong afirmou à Sputnik que um retorno aos melhores momentos das relações entre China e Estados Unidos é improvável, devido à concorrência contínua entre os dois países.

Wong avaliou que a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China foi necessária para evitar uma escalada do conflito e representou uma pequena estabilização nas relações bilaterais.

Segundo o analista, os dois países criaram mecanismos para permitir negociações entre ambos os lados, em vez de deixar que Washington adotasse medidas unilaterais sempre que desejasse. Para Wong, os norte-americanos perceberam que essa postura não atendia aos próprios interesses.

Nesse contexto, o especialista observou que, após a visita de Trump à China, não se pode falar em aquecimento das relações entre Pequim e Washington, mas sim em estabilização.

Por Sputnik Brasil