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China reduz títulos dos EUA ao menor nível em 18 anos, diz mídia
Movimento ocorre em meio à diversificação das reservas internacionais chinesas e ao aumento das tensões geopolíticas
Em um cenário de instabilidade geopolítica, a China reduziu sua participação em títulos do Tesouro dos Estados Unidos ao menor nível em 18 anos, segundo o jornal chinês South China Morning Post.
De acordo com a publicação, investidores chineses diminuíram suas posições em papéis do Tesouro norte-americano de US$ 652,3 bilhões, cerca de R$ 3,36 trilhões, em março, para US$ 651,1 bilhões, aproximadamente R$ 3,36 trilhões, em abril.
O jornal afirma que, em abril, a China reduziu suas participações em títulos do Tesouro dos EUA ao menor patamar em 18 anos, à medida que manteve a estratégia de diversificar suas reservas internacionais diante da intensificação das tensões geopolíticas e das crescentes preocupações sobre a independência do Federal Reserve, o banco central norte-americano.
Segundo o material, o movimento ocorre em um contexto de fragilidade nas relações internacionais. Em abril, a trégua entre os EUA e o Irã foi abalada por repetidas violações do cessar-fogo e por negociações diplomáticas estagnadas, o que ampliou as preocupações com a estabilidade global e com os riscos de estagflação.
Anteriormente, o analista político chinês Nelson Wong afirmou à Sputnik que um retorno aos melhores momentos das relações entre China e Estados Unidos é improvável, devido à concorrência contínua entre os dois países.
Wong avaliou que a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China foi necessária para evitar uma escalada do conflito e representou uma pequena estabilização nas relações bilaterais.
Segundo o analista, os dois países criaram mecanismos para permitir negociações entre ambos os lados, em vez de deixar que Washington adotasse medidas unilaterais sempre que desejasse. Para Wong, os norte-americanos perceberam que essa postura não atendia aos próprios interesses.
Nesse contexto, o especialista observou que, após a visita de Trump à China, não se pode falar em aquecimento das relações entre Pequim e Washington, mas sim em estabilização.
Por Sputnik Brasil
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